Em 31/12/X0, a Cia X apresentava os seguintes elementos em seu balanço patrimonial: Disponibilidades: R$5.000; Terreno: R$50.000; Empréstimos a pagar: R$10.000; Capital Social: R$45.000. Em janeiro de X1, a Cia Y comprou 100% de participação na Cia X por R$95.000. Na data, o valor justo do terreno era de R$60.000, o da marca, de R$20.000 e o dos empréstimos a pagar, de R$9.000, uma vez que a taxa de juros era menor do que a taxa de juros do mercado. Assinale a opção que indica o goodwill contabilizado pela Cia Y relacionado à aquisição de participação na Cia X.
- A)R$19.000.
Correta, porque o preço pago de R$ 95.000 menos os ativos líquidos a valor justo de R$ 76.000 gera goodwill de R$ 19.000.
- B)R$21.000.
Errada, porque não sobra R$ 21.000 quando você inclui a marca e ajusta o empréstimo a pagar ao valor justo.
- C)R$24.000.
Errada, pois esse valor superestima o goodwill e indica que algum ajuste do balanço da adquirida foi desconsiderado.
- D)R$29.000.
Errada, porque o cálculo correto dos ativos líquidos a valor justo não leva a esse montante.
- E)R$31.000.
Errada, já que o valor justo dos ativos líquidos identificáveis não justifica um goodwill tão alto.
Gabarito: A
Em combinação de negócios, você compara o valor pago pela adquirente com o valor justo dos ativos líquidos identificáveis da adquirida. A diferença positiva é o goodwill, que nada mais é do que o famoso "paguei mais do que os ativos separadamente valem". Se fosse negativo, aí seria outro papo: compra vantajosa. Aqui, a Cia Y pagou R$ 95.000 para adquirir 100% da Cia X. Para achar o goodwill, primeiro você monta o patrimônio líquido a valor justo: disponibilidades de R$ 5.000, terreno de R$ 60.000, marca de R$ 20.000 e empréstimos a pagar de R$ 9.000. Isso dá ativos líquidos identificáveis de R$ 76.000. A conta final fica simples: R$ 95.000 - R$ 76.000 = R$ 19.000. Esse é o goodwill reconhecido na aquisição. O raciocínio está alinhado com a lógica do CPC 15 (R1), que trata o goodwill como o excedente do custo da combinação sobre o valor justo líquido dos ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos. A pegadinha aqui é esquecer que a marca também entra na avaliação, além de ajustar o passivo ao valor justo. Se você ignorar algum desses itens, o valor do goodwill sai torto e a banca adora essa confusão.