Uma empresa está instalando uma nova fábrica em sua unidade de produção e incorreu nos seguintes custos: 1. Custo da planta da fábrica (custo da nota fiscal mais impostos): R$ 2.500.000 2. Entrega inicial e o manuseio: R$ 200.000 3. Custo de preparação do local: R$ 600.000 4. Consultores usados para assessoria na aquisição da fábrica (honorários profissionais): R$ 700.000 5. Custos administrativos (não testes): R$ 200.000 6. Custos de desmontagem estimados a serem incorridos após 7 anos: R$ 300.000 7. Perdas operacionais antes da produção comercial: R$ 400.000 Considerando-se apenas as informações apresentadas, os custos que podem ser ativados totalizam:
- A)R$ 3.700.000;
Errada, porque desconsidera parte dos custos diretamente atribuíveis e do valor estimado de desmontagem.
- B)R$ 4.100.000;
Errada, pois ainda não inclui todos os itens que podem ser ativados, especialmente a desmontagem estimada.
- C)R$ 4.300.000;
Certa, porque soma apenas os custos ativáveis: aquisição, transporte, preparação do local, honorários profissionais e desmontagem estimada.
- D)R$ 4.900.000;
Errada, porque inclui valor além do que foi informado como custo ativável, geralmente por confundir despesas com investimento.
- E)R$ 5.800.000.
Errada, pois certamente incorpora itens que não podem ser ativados, como custos administrativos e perdas operacionais.
Gabarito: C
Aqui a lógica é a da ativação do imobilizado: entra no custo do ativo tudo aquilo que foi necessário para colocar a fábrica em condições de funcionar. Em linguagem de CPC 27, isso inclui preço de compra, frete/entrega e manuseio, preparação do local, honorários profissionais diretamente ligados à aquisição e a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção ao final da vida útil. Então, no seu caso, somam-se: R$ 2.500.000 da planta, R$ 200.000 de entrega e manuseio, R$ 600.000 de preparação do local, R$ 700.000 de consultores e R$ 300.000 de desmontagem estimada. Isso dá R$ 4.300.000. O que fica fora? Custos administrativos que não sejam diretamente atribuíveis e perdas operacionais antes do início da produção comercial. Esses valores vão para resultado, não para o ativo. A ideia é simples: se não ajuda a colocar o bem em condição de uso, não entra no custo ativado. Por isso o gabarito é a letra C. A FGV adora misturar itens ativáveis com despesas do período para ver se você separa o que é custo do ativo do que é gasto operacional.