Em relação às provisões, assinale a afirmativa correta.
- A)Apresentam valor ou prazo incertos.
Correta: provisões são obrigações com valor ou prazo incertos, exatamente como define o CPC 25.
- B)Derivam de eventos que irão ocorrer.
Errada: provisão decorre de evento passado, não de eventos que ainda irão ocorrer.
- C)Devem ser contabilizadas no passivo circulante.
Errada: a classificação no circulante ou não circulante depende do prazo da obrigação, não da natureza de provisão em si.
- D)Devem ser contabilizadas como redutoras do ativo.
Errada: provisões são passivos, não redutores do ativo.
- E)Sua existência será confirmada pela ocorrência de eventos futuros, que estão sob o controle da entidade.
Errada: isso descreve passivo contingente, cuja existência depende de eventos futuros fora do controle da entidade.
Gabarito: A
Provisão é, em resumo, uma obrigação que já existe, mas cujo valor ou prazo de pagamento ainda não está totalmente definido. É por isso que ela não pode ser tratada como uma dívida “certinha” como as contas a pagar comuns: há incerteza relevante, embora a saída de recursos seja provável. A definição clássica aparece no CPC 25, que trata provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. Na prática, a empresa reconhece uma provisão quando há uma obrigação presente, legal ou não formalizada, decorrente de um evento passado, e quando é provável que saia dinheiro ou outro recurso para liquidá-la. Se faltar essa incerteza de valor ou de prazo, já não estamos falando de provisão no sentido técnico. O detalhe que a banca adora é esse: provisão não é “qualquer gasto futuro”, é obrigação presente com estimativa incerta. Por isso o gabarito é a letra A. Ela traduz exatamente a ideia central: provisões apresentam valor ou prazo incertos. As demais alternativas misturam provisão com passivo circulante, ativo redutor ou evento futuro, e aí a questão escorrega de propósito. Base normativa: CPC 25 e, no plano conceitual, a lógica de passivo da estrutura conceitual do CPC. Em prova, pense assim: provisão tem cheiro de obrigação real, mas ainda usa roupa de estimativa.