O custo dos estoques de bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo uso
- A)do custo médio ponderado fixo.
Errada, porque o custo médio ponderado fixo não é o critério típico para estoques produzidos e segregados por projeto específico.
- B)do custo médio ponderado móvel.
Errada, porque o custo médio ponderado móvel é um método de apuração, mas não é o mais adequado quando há identificação individual dos custos por projeto.
- C)do último que entra, primeiro que sai.
Errada, porque o UEPS não é o critério aplicável aqui e, além disso, não atende à lógica de segregação por projeto específico.
- D)do primeiro que entra, primeiro que sai.
Errada, porque o PEPS também não substitui a identificação específica quando cada bem ou serviço pode ser vinculado ao seu projeto.
- E)da identificação específica dos custos individuais.
Certa, porque estoques produzidos e segregados para projetos específicos devem ter custo atribuído pela identificação específica dos custos individuais.
Gabarito: E
Quando a empresa produz bens ou serviços para projetos bem identificados, o custo dos estoques não deve ser “diluído” por métodos genéricos de fluxo de saída. Nessa situação, o caminho correto é atribuir o custo pela identificação específica dos custos individuais, porque você consegue ligar cada gasto ao item ou contrato/projeto correspondente com mais precisão. Isso faz sentido especialmente quando os estoques ou trabalhos em andamento são separáveis e rastreáveis. Em vez de presumir que tudo sai pelo primeiro, pelo último ou por uma média, a contabilidade pede aderência entre custo e item produzido. É a lógica do “cada coisa no seu lugar”, bem menos romântica, mas muito mais correta. Esse tratamento aparece na disciplina das normas de estoques, em linha com o CPC 16 (Estoques), que admite a identificação específica como critério de mensuração quando os estoques não são fungíveis ou quando a produção é segregada para projetos específicos. Na prática, isso evita distorções e melhora a fidedignidade do resultado. Por isso, o gabarito é a alternativa E: se o estoque foi produzido e segregado para projetos específicos, o custo deve ser atribuído pela identificação específica dos custos individuais, e não por métodos como média ponderada ou PEPS. Aqui, a “etiqueta” do custo importa mais do que a conta média da padaria.