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Contabilidade · FGV · 2022

Questão comentada de Contabilidade

Os contratos de arrendamento, quando atenderem os critérios, são reconhecidos no Balanço Patrimonial como um ativo, e, em alguns casos, esse ativo é um direito de uso (right of use). Ao ser consultado sobre critérios para reconhecimento contábil de arrendamentos, à luz das disposições do Pronunciamento CPC 06 (R2), um consultor especializado na área pode afirmar que:

Gabarito: A

No CPC 06 (R2), o ponto de partida é descobrir se o contrato realmente é um arrendamento. Não basta o nome que as partes deram ao papel: você precisa verificar se ele transfere o direito de controlar o uso de um ativo identificado por um período de tempo, em troca de contraprestação. Se isso existir, nasce o reconhecimento contábil no balanço patrimonial, com ativo de direito de uso e passivo de arrendamento, para o arrendatário, como regra geral. Esse é justamente o coração da alternativa A. A norma exige duas ideias-chave: ativo identificado e direito de controlar o uso desse ativo. Se houver substituição prática ou ausência de controle, pode não ser arrendamento. É a famosa análise do conteúdo econômico acima da forma, que a contabilidade adora cobrar com cara de contrato comum. As demais alternativas tropeçam em pontos básicos da norma. No arrendamento financeiro, a lógica do reconhecimento e da apresentação não é a descrita ali; além disso, divulgação e responsabilidades de arrendador e arrendatário não são invertidas desse jeito. O CPC 06 (R2) também não permite esquecer o passivo no arrendatário, porque o modelo de direito de uso vem sempre acompanhado da obrigação de pagar. Em resumo: primeiro você testa se existe arrendamento; depois, se for o caso, aplica o modelo de reconhecimento correspondente. Por isso, a letra A está correta ao refletir exatamente o critério de identificação previsto no CPC 06 (R2).

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