O índice de liquidez seca é considerado mais rígido e conservador do que o índice de liquidez corrente. Isso acontece porque, no numerador, o indicador
- A)considera apenas o caixa, que representa o ativo mais líquido.
Errada, porque a liquidez seca não se limita ao caixa; ela ainda inclui outros ativos circulantes mais realizáveis, como contas a receber.
- B)considera apenas os ativos de curtíssimo prazo, com realização em até 90 dias.
Errada, porque o corte não é por prazo fixo de 90 dias e sim pela menor liquidez de certos itens do circulante.
- C)considera apenas os ativos operacionais, que se relacionam à atividade fim da entidade.
Errada, porque o índice de liquidez seca não considera apenas ativos operacionais, e sim uma subcategoria do ativo circulante ajustada pela liquidez.
- D)não considera os ativos circulantes que podem ser de difícil realização, como estoques e despesas antecipadas.
Certa, porque exclui do numerador itens do ativo circulante com realização mais incerta ou menos imediata, como estoques e despesas antecipadas.
- E)não considera as contas a receber de clientes, já que apresentam risco de inadimplência.
Errada, porque contas a receber continuam sendo consideradas na liquidez seca; o problema não é risco de inadimplência, mas sim a exclusão de itens menos líquidos.
Gabarito: D
O índice de liquidez seca mede a capacidade de pagar as dívidas de curto prazo sem depender da venda de itens que podem demorar mais para virar dinheiro. Em linguagem de prova: ele é mais rigoroso que a liquidez corrente porque corta do numerador os elementos menos líquidos do ativo circulante. Na prática, a lógica é simples: se a empresa precisar honrar obrigações amanhã, estoques e despesas antecipadas não ajudam tanto quanto caixa, bancos e contas a receber. Por isso, a liquidez seca costuma ser calculada como ativo circulante menos estoques e despesas antecipadas, dividido pelo passivo circulante. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. A questão quer a ideia central do numerador: ele não considera os ativos circulantes de realização mais incerta ou menos imediata, como estoques e despesas antecipadas, deixando o indicador mais conservador. Esse é um conceito clássico de análise das demonstrações contábeis, muito cobrado pela FGV. A banca gosta de trocar a nomenclatura e empurrar para você ativos superlíquidos ou contas de recebimento, mas o raciocínio correto é sempre olhar para o que sai do numerador quando o índice fica mais rígido.