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Contabilidade · FGV · 2022

Questão comentada de Contabilidade

A Cia A tem 100% de participação na Cia B. Em X0, a Cia A contabilizou os seguintes fatos: • Receita com prestação de serviços a terceiros: R$ 100.000. • Custos e despesas: R$ 130.000. Já a Cia B contabilizou os seguintes fatos: • Receita com prestação de serviços a terceiros: R$ 60.000. • Custos e despesas: R$ 20.000. • Distribuição de dividendos: R$ 8.000. O resultado da Cia A em 31/12/X0, sem considerar a incidência de impostos, foi

Gabarito: D

Nesta questão, o ponto-chave é separar o resultado individual da controladora do efeito do lucro da controlada quando existe consolidação. Como a Cia A tem 100% da Cia B, os resultados das duas empresas caminham juntos na consolidação, mas os dividendos pagos pela controlada não aumentam o lucro consolidado, porque são apenas uma transferência de riqueza dentro do grupo. Vamos aos números: a Cia A teve receita de R$ 100.000 e custos/despesas de R$ 130.000, gerando prejuízo de R$ 30.000. Já a Cia B teve receita de R$ 60.000 e custos/despesas de R$ 20.000, gerando lucro de R$ 40.000. Os dividendos de R$ 8.000 distribuídos por B não entram como resultado adicional do grupo, porque representam distribuição do lucro já apurado, e não nova receita econômica para o conjunto. Assim, no resultado consolidado do grupo, você soma o prejuízo de A com o lucro de B: -30.000 + 40.000 = lucro de R$ 10.000. É exatamente o que a alternativa D traz. Esse raciocínio é compatível com a lógica da consolidação prevista na prática contábil e nas normas brasileiras de consolidação (CPC 36), em que operações intragrupo são eliminadas, inclusive dividendos entre controladora e controlada. Se a prova quisesse apenas o resultado isolado da Cia A, seria prejuízo de R$ 30.000. Mas como trouxe a controlada e os dividendos, a banca está claramente testando a visão do grupo econômico, não a contabilidade “fechada na caixinha” de uma única empresa.

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