Em 02/01/X0, uma sociedade empresária tinha, a receber, uma duplicata no valor de R$40.000, com vencimento em 60 dias. A sociedade empresária descontou a duplicata em uma instituição financeira, de modo a aumentar o seu caixa no momento. Pela operação de desconto, a instituição financeira cobrou encargos de R$4.000. Assinale a opção que indica o saldo do passivo no balanço patrimonial da sociedade empresária, após o desconto da duplicata.
- A)zero
Errada, porque o desconto da duplicata não elimina automaticamente o passivo da empresa.
- B)R$36.000
Errada, porque os R$4.000 são encargos financeiros e não definem sozinhos o saldo do passivo.
- C)R$40.000
Certa, porque o passivo relacionado à duplicata descontada permanece pelo valor nominal de R$40.000.
- D)R$44.000
Errada, porque os encargos do banco não somam ao passivo; eles vão para despesa financeira.
- E)R$48.000
Errada, porque o valor do passivo não aumenta com os encargos cobrados no desconto.
Gabarito: C
Quando a empresa desconta uma duplicata no banco, ela antecipa o dinheiro que ainda ia receber do cliente. Parece caixa entrando “antes da hora”, mas tem um detalhe importante: se a duplicata não for paga no vencimento, a responsabilidade costuma continuar com a empresa descontante. Por isso, o desconto de duplicatas, na prática contábil usual, gera um passivo chamado "duplicatas descontadas" ou equivalente, pelo valor nominal do título. Na operação do enunciado, a duplicata era de R$40.000 e o banco cobrou R$4.000 de encargos. Esses encargos afetam o resultado como despesa financeira, e não reduzem o valor do passivo para R$36.000. O passivo representa a obrigação assumida pela empresa perante a instituição financeira, e essa obrigação fica pelo valor da duplicata descontada. Então, no balanço patrimonial após o desconto, o saldo do passivo é de R$40.000. É o tipo de pegadinha clássica: a banca mistura custo da operação com valor da obrigação e vê se você troca despesa financeira por redução do passivo. Na contabilidade de concursos, especialmente em provas da FGV, o foco é separar bem caixa, despesa financeira e passivo assumido. Como referência técnica, a lógica está alinhada à apresentação de instrumentos financeiros e passivos nas normas contábeis brasileiras convergentes às IFRS, em especial o CPC 38/IAS 39 e a prática consolidada de registro do desconto de duplicatas com responsabilidade da empresa pelo título descontado.