O custo histórico de um ativo adquirido é o valor dos custos incorridos em sua aquisição, compreendendo a contraprestação paga para adquirir o ativo e os custos de transação. O custo histórico do ativo é atualizado ao longo do tempo para refletir, se aplicável, os seguintes fatos à exceção de um. Assinale-o.
- A)pagamentos recebidos que extinguem a totalidade ou parte do ativo.
Certa, pois pagamentos recebidos podem reduzir ou extinguir total ou parcialmente o valor contábil do ativo.
- B)o consumo da totalidade ou parte do recurso econômico que constitui o ativo.
Certa, porque o consumo do recurso econômico é um fato que justifica a redução do custo histórico por depreciação, amortização ou exaustão.
- C)a provisão de juros que reflete qualquer componente de financiamento do ativo.
Certa, já que a provisão de juros reflete o componente de financiamento incorporado ao ativo ao longo do tempo.
- D)a variação do poder aquisitivo médio da moeda brasileira.
Errada, porque a simples variação do poder aquisitivo médio da moeda brasileira não é, em regra, fato de atualização do custo histórico no modelo contábil adotado.
- E)o efeito de eventos que fazem com que a totalidade ou parte do custo histórico do ativo não seja mais recuperável.
Certa, pois eventos que indiquem que parte do custo histórico não será recuperável exigem ajuste por perda ao valor recuperável.
Gabarito: D
O custo histórico é a base de mensuração que começa com o valor pago para adquirir o ativo, incluindo custos de transação. Só que ele não fica “congelado para sempre”: ao longo do tempo, esse valor pode ser ajustado por alguns fatos bem específicos, como pagamentos recebidos que reduzem o ativo, consumo do recurso, juros quando há componente de financiamento e perdas por não recuperabilidade. Isso aparece no referencial contábil como ajustes ligados ao uso, recebimento, financiamento e impairment. A pegadinha da questão está em misturar isso com inflação. A atualização do custo histórico não ocorre, em regra, para refletir a variação do poder aquisitivo médio da moeda brasileira. O Brasil, pelo modelo contábil atual, não adota atualização monetária geral das demonstrações por inflação como regra permanente. Em outras palavras: contabilidade não sai corrigindo tudo só porque a moeda perdeu força no bolso. Por isso, a alternativa D é a exceção. As demais trazem hipóteses compatíveis com a lógica de atualização do custo histórico descrita no enunciado: consumo do ativo, juros por componente financeiro, recebimentos que reduzem o valor registrado e eventos que indiquem perda de recuperabilidade. Em prova, pense assim: custo histórico pode ser ajustado por uso, recebimento, financiamento e perda, mas não por uma correção inflacionária genérica, salvo hipóteses normativas muito específicas.