Na análise de indicadores, o índice de liquidez imediata tem sua utilidade aumentada em entidades que
- A)seguem o regime de caixa.
Errada: regime de caixa não define a utilidade do índice, que é uma ferramenta de análise patrimonial e financeira, não uma regra de reconhecimento contábil.
- B)só realizam vendas à vista.
Errada: vender só à vista até aumenta o caixa, mas isso não é o critério que torna o índice mais útil na análise.
- C)tenham poucos ativos imobilizados.
Errada: o volume de imobilizado afeta a estrutura patrimonial, mas não é o fator que aumenta a utilidade da liquidez imediata.
- D)apresentem endividamento baixo.
Errada: endividamento baixo pode indicar menor pressão financeira, mas o índice fica especialmente relevante quando há risco de insolvência, não quando a situação é confortável.
- E)estejam com sua continuidade comprometida.
Certa: quando a continuidade está comprometida, o analista precisa olhar a capacidade de pagar obrigações imediatas com caixa disponível, exatamente o foco desse índice.
Gabarito: E
O índice de liquidez imediata mostra quanto a entidade consegue pagar, no curtíssimo prazo, usando apenas o que já está disponível em caixa, bancos e aplicações financeiras de resgate imediato. Em outras palavras: é o teste do dinheiro na mão, sem contar com estoques, duplicatas a receber ou promessas futuras. A fórmula clássica é: disponibilidade imediata dividida pelo passivo circulante. Por isso, ele costuma ser baixo em empresas saudáveis, porque parte do caixa é mantida em operação e não precisa ficar parada esperando boleto vencer. Já em empresas com maior aperto financeiro, esse índice ganha muito valor, pois revela a capacidade de honrar compromissos urgentes sem depender de vender estoque ou receber clientes. É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa E. Quando a continuidade da entidade está comprometida, a atenção do analista vai para a sobrevivência de curto prazo, e a liquidez imediata vira um termômetro mais útil do que em empresas com funcionamento normal. Em cenários assim, o que interessa não é só "ter patrimônio", mas ter caixa agora. Não há um fundamento legal específico para esse índice, porque ele é instrumento de análise contábil e financeira, muito usado na doutrina de análise de balanços. A lógica prática é essa: quanto mais crítica a situação da empresa, mais relevante fica saber se ela consegue pagar as contas de hoje com o dinheiro de hoje.