Uma sociedade empresária tinha como atividade fim a prestação de serviços de educação. Ela possuía um prédio de 10 andares, que funcionava do seguinte modo: • Andares 1 a 5: prestação de serviços • Andares 6 e 7: aluguel para que terceiros prestem serviços • Andares 8: aluguel para que seus funcionários originados de outras cidades residam • Andares 9 a 10: aluguel para que terceiros residam Cada andar do prédio era avaliado por R$2 milhões. Assinale a opção que indica a contabilização relacionada ao prédio no balanço patrimonial da sociedade empresária:
- A)Ativo Realizável a Longo Prazo- R$2 milhões; InvestimentosR$4 milhões e Ativo Imobilizado- R$14 milhões.
Errada, porque inclui Ativo Realizável a Longo Prazo, conta que não se aplica à destinação descrita para o prédio.
- B)Ativo Realizável a Longo Prazo- R$4 milhões; InvestimentosR$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$10 milhões.
Errada, pois também traz Ativo Realizável a Longo Prazo e distribui os valores de forma incompatível com o uso de cada andar.
- C)Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$14 milhões.
Errada, porque desconsidera a parcela usada pela própria empresa e trata todo o restante como investimentos de forma incorreta.
- D)Investimentos- R$8 milhões e Ativo Imobilizado- R$12 milhões.
Certa, pois os andares alugados para terceiros entram em investimentos e os andares usados na atividade e no apoio aos funcionários entram em imobilizado.
- E)Investimentos- R$10 milhões e Ativo Imobilizado- R$10 milhões.
Errada, porque ignora a parte do prédio usada na atividade-fim e no apoio operacional, que não pode ser classificada inteira como investimento.
Gabarito: D
A lógica aqui é separar o prédio pelo uso de cada parte. No Brasil, pela CPC 28 (Propriedade para Investimento), entra em investimentos a parte mantida para auferir aluguel ou valorização patrimonial. Já a parte usada na atividade da empresa, ou em apoio direto a ela, vai para o imobilizado, conforme a CPC 27. Neste caso, os andares 6 e 7 foram alugados a terceiros para prestação de serviços e os andares 9 e 10 foram alugados a terceiros para moradia. Essas áreas estão gerando renda por aluguel, então são investimento. Já os andares 1 a 5 são usados na prestação do próprio serviço de educação e o 8º andar abriga funcionários deslocados, o que funciona como estrutura de apoio operacional. Tudo isso é imobilizado. Como cada andar vale R$ 2 milhões, temos 4 andares como investimento (6, 7, 9 e 10), totalizando R$ 8 milhões, e 6 andares como imobilizado (1 a 5 e 8), totalizando R$ 12 milhões. É exatamente a alternativa D. Em prova, a FGV adora misturar "aluguel" com "uso operacional" para ver se você separa renda de exploração da atividade da empresa. Aqui, o prédio não entra inteiro em uma única conta: ele é fatiado conforme a destinação de cada parte.