Uma entidade pública lançou um novo serviço para a comunidade em decorrência de demandas criadas pelo enfrentamento de uma epidemia, que se estendeu por dois anos. A entidade orçou inicialmente o custo do serviço em R$ 14,30 por atendimento, mas logo nos primeiros meses precisou ajustar para R$ 16,70, em decorrência da alta nos preços dos insumos, porém, ao final dos dois anos, os documentos e registros da execução do serviço apontaram um custo de R$ 18,35 por atendimento realizado. De acordo com a NBC T 16.11 - Sistema de Informação de Custos do Setor Público, esse último valor corresponde ao conceito de:
- A)custo controlável;
Errada, porque custo controlável é aquele que pode ser influenciado por um gestor em determinado nível de responsabilidade, e não o valor efetivamente apurado do serviço.
- B)custo de oportunidade;
Errada, porque custo de oportunidade representa o benefício que se deixa de obter ao escolher uma alternativa em vez de outra.
- C)custo operacional;
Errada, porque custo operacional se relaciona aos gastos necessários à operação da entidade, mas não é o nome dado ao valor efetivamente apurado no fim da execução.
- D)custo padrão;
Errada, porque custo padrão é um valor previamente fixado para servir de referência ou comparação, não o custo efetivamente realizado.
- E)custos reais.
Certa, porque os documentos e registros da execução indicam o custo efetivamente incorrido no serviço, que corresponde aos custos reais.
Gabarito: E
Na NBC T 16.11, o Sistema de Informação de Custos do Setor Público trabalha com alguns conceitos bem clássicos: custo padrão, custo controlável, custo de oportunidade, custo operacional e custo real. A lógica aqui é simples: uma coisa é o que a entidade planejou, outra é o que ela efetivamente executou, com tudo o que aconteceu no mundo real - inclusive aumento de preços, mudanças de cenário e surpresas do caminho. No enunciado, houve uma estimativa inicial de R$ 14,30, depois um ajuste para R$ 16,70, mas o que interessa para a pergunta é o valor apurado ao final da execução, com base nos documentos e registros do serviço: R$ 18,35 por atendimento. Esse é o custo efetivamente incorrido, isto é, o custo apurado na prática. Por isso, o gabarito é a letra E. Em linguagem de prova, “custos reais” são aqueles apurados a partir da execução efetiva, com base na documentação contábil e operacional, e não uma meta, estimativa ou padrão previamente fixado. É o famoso “não adianta o orçamento sonhar alto se a execução contou outra história”. Então, sempre que a questão trouxer valor obtido ao final da execução, com registro documental, pense em custo real. Se falar de parâmetro previamente definido para comparação, aí o jogo muda para custo padrão, mas aqui o enunciado deixou claro que se trata do resultado efetivo da prestação do serviço.