Uma fábrica faz uma estimativa de seus custos indiretos de produção e trabalha com uma taxa de aplicação, ajustando-a ao final do mês. A aplicação é baseada nas unidades produzidas. Em janeiro de X0, a fábrica estimou que incorreria em R$500.000 de custos indiretos de produção e que o volume produzido seria de 200.000 unidades. No entanto, os custos indiretos de produção foram de R$516.600 e foram produzidas 180.000 unidades. Assinale a opção que indica a variação total de custos indiretos de produção no mês.
- A)R$16.600.
Errada, porque R$ 16.600 é apenas a diferença entre o custo real e o custo estimado total, e não o custo aplicado com base nas unidades produzidas.
- B)R$50.000.
Errada, porque R$ 50.000 corresponde à diferença entre o custo estimado e o custo aplicado, mas a questão pede a variação total em relação ao custo real.
- C)R$57.400.
Errada, porque esse valor não resulta da comparação correta entre custo real e custo aplicado no mês.
- D)R$66.600.
Certa, pois o custo aplicado foi de R$ 450.000 e o custo real foi de R$ 516.600, gerando variação total de R$ 66.600 desfavorável.
- E)R$74.000.
Errada, porque R$ 74.000 não decorre do cálculo da variação total de custos indiretos de produção.
Gabarito: D
Quando a fábrica usa uma taxa de aplicação de custos indiretos, ela primeiro estima quanto vai gastar e divide pelo volume estimado de produção. Aqui, a taxa era de R$ 500.000 / 200.000 unidades = R$ 2,50 por unidade. Como foram produzidas 180.000 unidades, o custo indireto aplicado à produção foi de R$ 450.000. Depois do mês fechado, você compara o que foi aplicado com o que realmente aconteceu. O custo indireto real foi de R$ 516.600, então a diferença foi de R$ 66.600. Como o gasto real ficou acima do valor aplicado, essa é uma variação desfavorável, ou seja, uma insuficiência de aplicação. Em linguagem de prova, a “variação total” é justamente: custo real menos custo aplicado. Não tem mistério, só cuidado para não usar a produção estimada na segunda etapa. A estimativa serve para achar a taxa; a variação nasce da comparação com o valor real. Por isso o gabarito é a letra D: R$ 516.600 - R$ 450.000 = R$ 66.600. Em custos, esse raciocínio é clássico em questões de aplicação e ajustes de CIF, bem no estilo cobrado em concursos.