Em 01/07/X0, uma sociedade empresária adquiriu móveis para o seu escritório por R$20.000. O frete pago pelos móveis foi de R$1.000. A sociedade empresária planejava utilizar os móveis durante dez anos e depois doá-los. A sociedade empresária revisava o valor residual e a vida útil de seus ativos imobilizados ao final de cada exercício, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27- Ativo Imobilizado. Em X0, X1, X3 e X5 não houve mudanças. No entanto, em 31/12/X2, a sociedade empresária estimou que os móveis seriam utilizados por mais cinco anos e vendidos por R$2.000. Já em 31/12/X4, a sociedade empresária estimou que os móveis seriam utilizados por mais dois anos e vendidos por R$1.000. Assinale a opção que indica o valor contábil dos móveis em 31/12/X5, considerando que a sociedade empresária deprecia os seus ativos imobilizados pelo método da linha reta.
- A)R$4.725.
Errada, porque ignora as revisões de vida útil e residual feitas em X2 e X4, que alteram a depreciação a partir desses marcos.
- B)R$5.310.
Errada, pois o valor contábil em X5 fica maior do que esse resultado quando se aplica corretamente a reestimativa prospectiva pelo CPC 27.
- C)R$5.400.
Errada, porque trata a depreciação como se não houvesse mudança nas estimativas ao longo do tempo.
- D)R$5.625.
Certa, pois considera o custo do ativo com frete, a depreciação até cada revisão e a nova base depreciável após as estimativas de X2 e X4.
- E)R$9.450.
Errada, porque fica muito acima do valor contábil final e desconsidera o efeito das depreciações acumuladas ao longo dos anos.
Gabarito: D
Aqui o ponto central é lembrar que, pelo CPC 27, depreciação não é "chute fixo": a vida útil e o valor residual devem ser revisados ao fim de cada exercício. Se houver mudança na estimativa, a contabilidade faz a conta de novo, mas sem mexer no passado. Ou seja: o que já foi depreciado fica como está; a partir da revisão, recalcula-se o valor depreciável restante pelo prazo novo. Primeiro, o custo inicial do móvel foi R$21.000, somando R$20.000 de compra e R$1.000 de frete, porque o frete integra o custo do imobilizado. Como a compra ocorreu em 01/07/X0 e a vida útil original era de 10 anos, a depreciação de X0 foi de R$1.050 e a de X1 foi de R$2.100. No fim de X2, o valor contábil era R$15.750. Aí entra a revisão de 31/12/X2: vida útil restante passou a ser de 5 anos e valor residual estimado em R$2.000. Então o novo valor depreciável virou R$13.750, que dividido por 5 dá R$2.750 por ano. Isso vale para X3 e X4. No fim de X4, a empresa revisou de novo: restavam 2 anos de vida útil e valor residual de R$1.000. O valor contábil naquele momento era R$10.250, então o novo valor depreciável foi R$9.250, depreciado em 2 anos: R$4.625 por ano. Depois de X5, sobra R$5.625, que é exatamente o gabarito da letra D. A lógica é bem CPC 27: revisão prospectiva, sem refazer a história.