Em relação ao Balanço Patrimonial, assinale a opção correta, de acordo com a NBC TG 26 (R5)– Apresentação das Demonstrações Contábeis.
- A)A nomenclatura de contas utilizada e sua ordem de apresentação ou agregação de itens semelhantes não podem ser modificadas.
Errada, porque a nomenclatura das contas e a ordem de apresentação podem ser alteradas quando isso melhorar a relevância e a compreensão das demonstrações.
- B)A entidade deve julgar a adequação da apresentação de contas adicionais separadamente com base na avaliação nos montantes dos ativos e na liquidez dos passivos.
Errada, porque a decisão sobre contas adicionais não depende apenas dos montantes dos ativos e da liquidez dos passivos, mas da relevância das informações para o entendimento do balanço.
- C)Uma entidade deve apresentar contas adicionais, cabeçalhos e subtotais nos balanços patrimoniais sempre que sejam relevantes para o entendimento da posição financeira e patrimonial da entidade.
Certa, pois a NBC TG 26 (R5) manda apresentar contas adicionais, cabeçalhos e subtotais quando forem relevantes para o entendimento da posição financeira e patrimonial.
- D)A utilização de distintos critérios de mensuração de classes semelhantes de ativos sugere que suas naturezas ou funções são parecidas, apesar de serem apresentadas em contas separadas.
Errada, porque critérios de mensuração distintos não significam, por si só, que os ativos tenham natureza ou função parecidas; a alternativa inverte a lógica da norma.
- E)Na situação em que a entidade apresente separadamente seus ativos e passivos circulantes e não circulantes, os impostos diferidos ativos devem ser classificados como ativos circulantes e os passivos como passivos circulantes.
Errada, porque ativos e passivos fiscais diferidos não são classificados automaticamente como circulantes só por a entidade separar circulante e não circulante; a classificação segue regras próprias da norma.
Gabarito: C
A NBC TG 26 (R5), alinhada ao IAS 1, trata o Balanço Patrimonial como uma demonstração que deve ajudar voce a enxergar a posição financeira da entidade com clareza, sem esconder informação importante em um bloco genérico. Por isso, a norma permite e, em certos casos, incentiva a inclusão de contas, títulos e subtotais adicionais quando isso melhora o entendimento do usuário sobre a liquidez, a natureza dos itens e a função econômica dos saldos. Em resumo: quanto mais relevante para a leitura do balanço, mais espaço a norma dá para uma apresentação detalhada e útil. A alternativa C está correta porque a própria NBC TG 26 (R5) determina que a entidade deve apresentar contas adicionais, cabeçalhos e subtotais no balanço patrimonial quando isso for relevante para o entendimento da posição financeira e patrimonial. Ou seja, não é uma apresentação engessada: se a informação acrescenta clareza, ela deve aparecer separadamente. A banca costuma explorar a ideia de que a apresentação deve refletir a substância e a utilidade da informação, e não apenas um modelo fixo. Então, sempre que a separação de itens ajudar a distinguir ativos, passivos, liquidez, prazo ou função, a norma admite mais detalhamento. O raciocínio é simples: balanço bom não é o mais curto, é o mais claro.