Os custos controláveis são aqueles que
- A)podem ser estimados com confiabilidade.
Errada, porque estimativa confiável não é o critério de custo controlável; isso se relaciona mais com previsão, e não com poder de controle pelo gestor.
- B)têm variação sob controle da entidade cujo desempenho se quer analisar.
Errada, porque a variação sob controle da entidade é ideia ampla demais e não identifica a responsabilidade específica de uma pessoa ou centro avaliado.
- C)estão diretamente sob responsabilidade de pessoa cujo desempenho se quer analisar e controlar.
Certa, porque custo controlável é o que está diretamente sob responsabilidade de quem está sendo avaliado no desempenho gerencial.
- D)são apropriados ao produto para efeitos internos, mas não são contabilizáveis.
Errada, porque descreve uma característica de custeio interno ou não contabilização, e não a noção de controle gerencial do custo.
- E)têm variação de preço controlada pela entidade.
Errada, porque controle de preço pela entidade não define custo controlável; o ponto central é a responsabilidade de quem pode influenciar o custo.
Gabarito: C
Em Contabilidade de Custos, custo controlável é aquele sobre o qual uma pessoa ou unidade tem poder real de influência. Em outras palavras, se o gestor consegue alterar, aprovar, evitar ou reduzir aquele gasto, ele entra na categoria de controlável. Isso é muito usado na avaliação de desempenho: não faz sentido cobrar de alguém por algo que estava fora do seu alcance, certo? A lógica é bem ligada à responsabilidade gerencial. A doutrina ensina que o custo controlável é o custo que está diretamente sob responsabilidade de uma pessoa cujo desempenho se quer analisar e controlar. Assim, o foco não é apenas saber se o custo existe, mas verificar quem pode efetivamente interferir nele. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz exatamente a ideia de responsabilização: o custo controlável é aquele diretamente sob responsabilidade da pessoa avaliada. Já custos não controláveis podem até aparecer no setor, mas não dependem da decisão daquele gestor, então não devem ser usados como critério justo de avaliação. Essa distinção aparece com frequência em contabilidade gerencial e na análise de centros de responsabilidade. É uma daquelas definições que a banca adora trocar por expressões parecidas, mas o núcleo é sempre o mesmo: controle real por quem vai ser cobrado.