A empresa XYZ adquiriu à vista um caminhão por R$ 350.000. Para entregar o veículo, a concessionária revendedora cobrou o valor de R$ 15.000. Ainda, a empresa XYZ incorreu em outros gastos relacionados ao caminhão. Foram pagos R$ 35.000 pela apólice de seguro anual e R$ 14.000 referentes ao IPVA do caminhão. A partir dessas informações, o registro do custo contábil do caminhão no ativo da empresa XYZ é de:
- A)R$ 350.000;
Errada, porque considera apenas o valor de compra e ignora o gasto indispensável para entregar o caminhão.
- B)R$ 365.000;
Certa, pois soma o preço de aquisição ao valor pago para colocar o bem à disposição da empresa.
- C)R$ 379.000;
Errada, porque inclui seguro e IPVA, que são despesas do período e não compõem o custo do imobilizado.
- D)R$ 400.000;
Errada, pois acrescenta despesas que não integram o custo contábil do caminhão.
- E)R$ 414.000.
Errada, porque soma todos os gastos informados, mas apenas os diretamente ligados à aquisição e preparação do bem entram no ativo.
Gabarito: B
Em contabilidade de custos e no reconhecimento do imobilizado, o custo contábil do bem inclui tudo o que for necessário para colocá-lo em condições de uso. Em outras palavras: o caminhão entra no ativo pelo valor de compra somado aos gastos diretamente ligados à sua aquisição e entrega, como o frete ou a taxa cobrada para disponibilizá-lo ao comprador. Aqui, o caminhão custou R$ 350.000 e houve mais R$ 15.000 para a concessionária entregar o veículo. Esse gasto integra o custo do bem, porque faz parte de sua condição de aquisição e disponibilidade. Assim, até aqui, o valor vai para R$ 365.000. Já o seguro anual de R$ 35.000 e o IPVA de R$ 14.000 não aumentam o custo do caminhão. Esses valores são despesas do período, ligados ao uso e à manutenção da posse do veículo, e não ao custo de colocá-lo em funcionamento. O seguro protege o patrimônio e o IPVA é encargo tributário anual, mas nenhum dos dois “transforma” o caminhão em um ativo mais caro. Por isso, o gabarito B está correto: o custo contábil do caminhão no ativo é R$ 365.000. A lógica é a clássica da NBC TG 27 e da prática contábil do imobilizado: capitaliza-se o que é necessário para adquirir e preparar o bem, e lança-se como despesa o que é gasto posterior de manutenção, proteção ou tributação periódica.