Em 01/01/2010, uma sociedade empresária de auditoria comprou um prédio por R$800.000, para o funcionamento de seu escritório. A vida útil foi estimada em 40 anos, e não foi considerado valor residual. O prédio é depreciado pelo método da linha reta. A sociedade empresária realiza testes de recuperabilidade anualmente, não sendo constatada nenhuma perda. Ao longo dos anos aconteceram melhorias na região onde o prédio estava localizado, de modo que novos prédios foram construídos e vendidos por valores mais elevados. Em 31/12/2021, o valor justo do prédio foi estimado em R$700.000. Assinale a opção que indica o índice de imobilização do patrimônio líquido em 31/12/2021, considerando que o patrimônio líquido da sociedade empresária é de R$ 1 milhão, e que não há outros ativos imobilizados.
- A)0,24.
Errada, porque 0,24 não corresponde ao valor contábil do prédio nem ao índice de imobilização pedido.
- B)0,49.
Errada, pois 0,49 pressupõe um valor do imobilizado diferente do que resulta da depreciação acumulada.
- C)0,56.
Certa, porque o prédio vale contabilmente R$ 560.000 em 31/12/2021 e, dividido por R$ 1.000.000 de patrimônio líquido, gera 0,56.
- D)0,70.
Errada, porque usa um percentual maior que o correto, como se o imóvel estivesse avaliado por outro critério.
- E)0,80.
Errada, porque toma um valor que pode lembrar o dado de mercado ou um arredondamento indevido, mas não o valor contábil exigido no cálculo.
Gabarito: C
O índice de imobilização do patrimônio líquido mostra quanto do capital próprio está “preso” no ativo imobilizado. A conta é simples: ativo imobilizado dividido pelo patrimônio líquido. Em prova, a banca adora colocar um dado bonito como valor justo para ver se voce troca o valor contábil pelo valor de mercado. Calma: em regra, para esse índice, usa-se o valor contábil líquido do imobilizado, e não uma estimativa de valor justo. Aqui, o prédio foi comprado por R$ 800.000 e a depreciação é linear, sem valor residual. A vida útil é de 40 anos, então a depreciação anual é de R$ 20.000. De 01/01/2010 até 31/12/2021 passaram 12 anos, logo a depreciação acumulada é de R$ 240.000. Assim, o valor contábil do prédio em 31/12/2021 é R$ 560.000 (800.000 - 240.000). Como não há outros ativos imobilizados, esse é o total do imobilizado. Dividindo pelo patrimônio líquido de R$ 1.000.000, temos 0,56. O valor justo de R$ 700.000 não altera o cálculo, porque não foi informado modelo de reavaliação e, no regime societário brasileiro, o imobilizado permanece no custo menos depreciação e eventual perda por recuperabilidade. Como os testes anuais não apontaram perda, o número que manda é o valor contábil. Resultado: 0,56, exatamente a alternativa C.