Na elaboração da Demonstração do Valor Adicionado, são incluídos em “Insumos Adquiridos de Terceiros” e considerados para a obtenção do Valor Adicionado Bruto:
- A)créditos de liquidação duvidosa.
Errada, porque créditos de liquidação duvidosa são ajustes do resultado e não integram a rubrica de insumos adquiridos de terceiros na DVA.
- B)depreciação, amortização e exaustão.
Errada, porque depreciação, amortização e exaustão aparecem em outra etapa de ajuste da DVA, e não como insumo adquirido de terceiros.
- C)perda e recuperação de valores ativos.
Certa, porque perdas e recuperações de valores ativos são tratadas como consumo de recursos externos na composição dos insumos adquiridos de terceiros.
- D)resultado de equivalência patrimonial.
Errada, porque resultado de equivalência patrimonial fica em itens relacionados ao valor adicionado recebido em transferência, não em insumos.
- E)receita relativa à construção de ativos próprios.
Errada, porque receita relativa à construção de ativos próprios aumenta a geração interna de riqueza e não é classificada como insumo adquirido de terceiros.
Gabarito: C
Na DVA, "Insumos Adquiridos de Terceiros" representa o que a empresa consumiu de fora para produzir bens e serviços, como matérias-primas, energia, serviços de terceiros e também efeitos negativos ligados a ativos, como perdas. A ideia é simples: primeiro você calcula o Valor Adicionado Bruto, subtraindo esses insumos da receita gerada pela empresa. Depois, em etapas seguintes, entram os demais ajustes até chegar ao valor adicionado total a distribuir. A alternativa correta é a letra C, porque "perda e recuperação de valores ativos" faz parte dos insumos adquiridos de terceiros, conforme a estrutura da DVA prevista no CPC 09. Perdas com desvalorização de ativos reduzem riqueza gerada, então entram nessa conta de consumo de recursos externos. Já a recuperação de valores ativos pode aparecer no mesmo grupo por ser o efeito contábil associado à reversão de perdas anteriormente reconhecidas. Cuidado para não confundir esse item com despesas que são tratadas em outros blocos da demonstração. A DVA não segue a lógica do resultado do período linha por linha; ela organiza a geração de riqueza e sua distribuição. Por isso, algumas contas que você veria no DRE mudam de “casa” na DVA. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa classificação fina. Então, sempre que aparecer a expressão ligada a perda/recuperação de ativos, pense na lógica de consumo de riqueza e no CPC 09, que disciplina a estrutura da Demonstração do Valor Adicionado.