Uma empresa decidiu alugar um edifício que possui numa área nobre de uma cidade. Também espera que o edifício se valorize ao longo do tempo. Nesse caso, após o reconhecimento do edifício como propriedade para investimento, a empresa pode escolher como sua política contábil o método do:
- A)valor justo, e os futuros ganhos de valorização do edifício, se ocorrerem, deverão ser contabilizados no resultado do período em que ocorrerem;
Correta: no modelo do valor justo, os ganhos de valorização são reconhecidos no resultado do período, conforme o CPC 28/IAS 40.
- B)custo, e os futuros ganhos de valorização do edifício, se ocorrerem, deverão ser contabilizados em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido;
Errada: no modelo de custo não se reconhecem ganhos de valorização em outros resultados abrangentes; essa lógica não se aplica aqui.
- C)valor justo, e há que se reconhecer, periodicamente, a sua depreciação com base nas regras contábeis aplicáveis ao ativo imobilizado;
Errada: no modelo do valor justo não há depreciação periódica como no imobilizado, e a mensuração não segue essa regra.
- D)valor justo, e os futuros ganhos de valorização do edifício, se ocorrerem, deverão ser contabilizados em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido;
Errada: no modelo do valor justo, as variações de valor vão para o resultado, não para outros resultados abrangentes no patrimônio líquido.
- E)custo, e os futuros ganhos de valorização do edifício, se ocorrerem, deverão ser contabilizados no resultado do período em que ocorrerem.
Errada: no modelo de custo, a valorização não é reconhecida no resultado; a mensuração não funciona assim.
Gabarito: A
Quando o edifício é mantido para obter aluguel e ainda pode se valorizar, ele se enquadra como propriedade para investimento. No CPC 28, depois do reconhecimento inicial, a empresa escolhe como política contábil o modelo do valor justo ou o modelo de custo. A pegadinha clássica aqui é lembrar que, no modelo do valor justo, as variações de valor não vão para o patrimônio líquido: elas entram no resultado do período. Isso está alinhado ao CPC 28 (equivalente à IAS 40), que determina que, no modelo do valor justo, ganhos e perdas decorrentes da mensuração subsequente são reconhecidos no resultado, e não em outros resultados abrangentes. Ou seja, se o imóvel valorizou, o aumento vai direto para o resultado, sem passar pelo “pit stop” do PL. Também não há depreciação no modelo do valor justo, porque a mensuração já reflete o valor atual do ativo. A depreciação aparece no modelo de custo, em que a propriedade para investimento segue a lógica do imobilizado, com reconhecimento de depreciação e teste de recuperabilidade quando aplicável. Por isso, a alternativa correta é a que combina valor justo com reconhecimento dos ganhos de valorização no resultado do período em que ocorrerem.