De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro, as demonstrações contábeis fornecem informações sobre transações e outros eventos observados do ponto de vista
- A)dos investidores.
Errada, porque os investidores são usuários das demonstrações, não o ponto de vista a partir do qual elas são elaboradas.
- B)dos credores existentes.
Errada, pois os credores existentes podem usar as informações, mas não são o referencial de observação do relatório financeiro.
- C)dos credores potenciais.
Errada, porque credores potenciais também são usuários interessados, mas não representam a perspectiva da entidade que reporta.
- D)da entidade que reporta.
Certa, pois o CPC 00 (R2) estabelece que as demonstrações contábeis refletem transações e eventos do ponto de vista da entidade que reporta.
- E)das autoridades governamentais.
Errada, já que autoridades governamentais podem utilizar as demonstrações, mas não são a perspectiva central indicada pela Estrutura Conceitual.
Gabarito: D
O CPC 00 (R2) deixa claro que as demonstrações contábeis são preparadas para fornecer informações úteis a investidores, credores e outros usuários, mas sempre a partir de um ponto de vista central: o da entidade que reporta. Em outras palavras, não é a visão do investidor, nem do banco, nem do governo que organiza a demonstração. É a própria entidade que apresenta sua posição e seu desempenho. Isso faz sentido porque quem monta as demonstrações é a empresa ou o ente que presta contas. Ela reúne ativos, passivos, receitas, despesas e fluxos de caixa para mostrar sua realidade econômica. Então, quando o pronunciamento fala em transações e outros eventos observados, o olhar é o da entidade reportante, que é justamente o foco da Estrutura Conceitual. A pegadinha da FGV costuma ser trocar esse ponto de vista por algum usuário específico das informações. Só que a estrutura conceitual não diz que as demonstrações são feitas sob a ótica dos investidores ou credores, mas sim que elas servem para apoiar decisões desses usuários. Quem “narra” a informação contábil é a entidade. Por isso, o gabarito é a letra D. Esse é o desenho básico da contabilidade societária: a empresa reporta sua própria situação, e os usuários externos analisam essa informação para decidir o que fazer.