Um analista contábil que deseje avaliar a trajetória de liquidez de uma entidade nos últimos cinco anos deve considerar que, para a apuração do índice de liquidez seca:
- A)apenas o disponível deve ser considerado no numerador;
Errada, porque a liquidez seca não considera apenas o disponível no numerador; ela usa o ativo circulante descontados os estoques.
- B)as obrigações tributárias devem ser excluídas do passivo circulante;
Errada, porque as obrigações tributárias integram o passivo circulante, e a fórmula não manda excluí-las.
- C)o valor dos estoques deve ser excluído do ativo circulante;
Certa, porque o índice de liquidez seca exclui os estoques do ativo circulante para medir a capacidade de pagamento sem depender desse item.
- D)o saldo de contas a receber deve ser excluído do ativo circulante;
Errada, porque contas a receber permanecem no ativo circulante e são consideradas na liquidez seca.
- E)parcelas de financiamentos vencíveis no curto prazo não devem ser consideradas.
Errada, porque parcelas de financiamentos vencíveis no curto prazo continuam no passivo circulante e entram no cálculo.
Gabarito: C
A liquidez seca serve para medir a capacidade de pagar dívidas de curto prazo sem depender da venda dos estoques. Ela é parecida com a liquidez corrente, mas fica mais conservadora: tira do ativo circulante aquilo que pode demorar a virar dinheiro, ou seja, os estoques. Em fórmula, é: ativo circulante menos estoques, dividido pelo passivo circulante. A lógica é simples: estoque é parte do giro da empresa, mas nem sempre vira caixa com rapidez. Se a entidade precisar honrar compromissos imediatamente, o analista quer saber o que sobra de recursos mais líquidos. Por isso, a exclusão dos estoques é justamente o ponto central do índice de liquidez seca. Assim, o gabarito é a letra C, porque o valor dos estoques deve ser excluído do ativo circulante na apuração desse índice. As demais obrigações e contas do passivo não são excluídas do denominador, e contas a receber continuam no ativo circulante, pois fazem parte dos recursos de curto prazo da entidade. Na prática contábil, esse índice é tratado pela doutrina de análise das demonstrações contábeis como um indicador mais rigoroso de solvência de curto prazo. Ele é muito cobrado em concursos porque a banca gosta de testar se você lembra que, na liquidez seca, o ajuste é no ativo, não no passivo.