Um hotel que funciona durante o ano todo (365 dias) possui duzentos quartos. A diária de cada quarto é de R$ 120, sendo que os custos variáveis unitários são de R$ 20 por dia. Além disso, os custos fixos do hotel são de R$ 4,8 milhões ao ano. Assinale a opção que indica a taxa de ocupação do hotel no ponto de equilíbrio contábil.
- A)5%
Errada, porque 5% não gera margem suficiente para cobrir R$ 4,8 milhões de custos fixos ao ano.
- B)27%
Errada, pois 27% ainda fica muito abaixo da ocupação necessária para zerar o resultado.
- C)53%
Errada, já que 53% não alcança a quantidade de diárias exigida para o ponto de equilíbrio.
- D)55%
Errada, porque 55% ainda não cobre integralmente os custos fixos do hotel.
- E)66%
Certa, pois a ocupação necessária é de aproximadamente 65,75%, arredondando para 66%.
Gabarito: E
Aqui a ideia é bem direta: no ponto de equilíbrio contábil, a receita total se iguala ao custo total, então o lucro é zero. Em custos, você costuma olhar para a margem de contribuição unitária, que é o preço de venda menos o custo variável unitário. Neste caso, cada diária gera R$ 100 de margem de contribuição, porque a diária é R$ 120 e o custo variável é R$ 20. Agora vem o pulo do gato: para cobrir os custos fixos anuais de R$ 4,8 milhões, o hotel precisa vender diárias suficientes para gerar R$ 4,8 milhões de margem total. Dividindo 4.800.000 por 100, você encontra 48.000 diárias ocupadas no ano. Como o hotel tem 200 quartos e funciona 365 dias, a capacidade anual é 73.000 diárias possíveis. Então a taxa de ocupação no equilíbrio é 48.000 / 73.000, que dá aproximadamente 65,75%, arredondando para 66%. É por isso que o gabarito é a alternativa E. Esse raciocínio é o padrão da contabilidade de custos em ponto de equilíbrio: margem de contribuição cobre os fixos, e o que vier acima disso vira lucro. Em prova, a banca adora testar se você sabe transformar valores anuais em ocupação percentual sem se perder nas contas.