Com o objetivo de medir o ciclo operacional de uma entidade, verificando a sua capacidade de gerenciar seus estoques e de negociar com fornecedores e clientes, o analista deve focar nos indicadores de
- A)liquidez.
Liquidez mede a capacidade de pagar obrigações, mas não o tempo do ciclo operacional em si.
- B)rentabilidade.
Rentabilidade mostra retorno sobre o capital investido, não a gestão de estoques, fornecedores e clientes.
- C)lucratividade.
Lucratividade aponta a relação entre lucro e receita, então não serve para medir prazo de giro operacional.
- D)endividamento.
Endividamento avalia a estrutura de capital e a dependência de recursos de terceiros, não os prazos do ciclo operacional.
- E)prazo médio.
Prazo médio é o grupo de indicadores adequado para medir o ciclo operacional e a gestão de estoques, pagamentos e recebimentos.
Gabarito: E
Quando a questão fala em medir o ciclo operacional de uma entidade, o foco não está em lucro ou em solvência de forma ampla, mas no tempo que o dinheiro leva para entrar e sair do caixa ao longo da operação. Em outras palavras: quanto tempo a empresa demora para comprar, estocar, vender e receber. É a famosa vida real do estoque, dos fornecedores e dos clientes, sem maquiagem contábil. Para analisar isso, você olha para os prazos médios, como prazo médio de estocagem, prazo médio de pagamento e prazo médio de recebimento. Esses indicadores ajudam a enxergar a eficiência da gestão operacional e financeira do giro. Se a empresa demora muito para vender ou recebe muito tarde, o ciclo aperta; se negocia bem com fornecedores e recebe rápido dos clientes, o ciclo fica mais confortável. Por isso o gabarito é a letra E. A expressão "ciclo operacional" praticamente aponta para os indicadores de prazo médio, que são usados justamente para medir o tempo de permanência de estoques, o prazo concedido por fornecedores e o prazo dado aos clientes. É a fotografia do fluxo operacional do negócio, e não uma análise de lucro ou de estrutura de capital. Na doutrina de análise das demonstrações contábeis, esses índices aparecem como instrumentos de avaliação da eficiência operacional e do capital de giro. A FGV gosta muito de essa troca: ela fala de ciclo e você deve lembrar de prazo, não de rentabilidade nem de endividamento.