Em 01/07/X0, uma sociedade empresária adquiriu um carro por R$ 50.000 para realizar o transporte de seu diretor. A vida útil estimada do carro era de cinco anos e a empresa não considerava valor residual. O carro era depreciado pelo método de linha reta. Em 01/01/X2, a sociedade empresária resolveu colocar o carro à venda. Na data, o valor justo estimado do carro era de R$ 20.000 e as despesas da venda de R$ 4.000. Em 01/01/X2, o carro deve ser contabilizado no balanço patrimonial como Ativo não Circulante mantido para Venda pelo seguinte valor:
- A)R$ 16.000.
Correta: no grupo mantido para venda, o ativo é mensurado pelo menor entre o valor contábil e o valor justo menos as despesas de venda, que aqui é R$ 16.000.
- B)R$ 20.000.
Errada: R$ 20.000 ignora as despesas de venda, que precisam ser deduzidas na mensuração do ativo mantido para venda.
- C)R$ 30.000.
Errada: R$ 30.000 não corresponde ao valor contábil nem ao valor justo líquido de despesas de venda na data da classificação.
- D)R$ 35.000.
Errada: R$ 35.000 é o valor contábil antes da aplicação da regra específica de mensuração para mantido para venda.
- E)R$ 40.000.
Errada: R$ 40.000 não decorre dos dados da questão e supera tanto o valor contábil quanto o valor justo líquido.
Gabarito: A
Quando um ativo passa a ser classificado como mantido para venda, a lógica muda: ele deixa de seguir o jogo normal da depreciação e vai para a regra do CPC 31 (equivalente ao IFRS 5). A mensuração passa a ser pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo menos as despesas de venda. Aqui, primeiro você acha o valor contábil na data da decisão. O carro custou R$ 50.000, com vida útil de 5 anos e sem valor residual, então a depreciação anual é de R$ 10.000. De 01/07/X0 até 01/01/X2, passaram 18 meses, ou seja, R$ 15.000 de depreciação acumulada. Assim, o valor contábil em 01/01/X2 é R$ 35.000. Só que, para ativo mantido para venda, você compara isso com o valor justo líquido das despesas de venda: R$ 20.000 - R$ 4.000 = R$ 16.000. Como a regra manda usar o menor valor, o carro deve aparecer no balanço por R$ 16.000. A FGV adora essa combinação: primeiro calcula o valor contábil, depois aplica o teste do menor valor. Sem drama, mas com conta.