A Cia. Gama é uma empresa que opera equipamentos pesados em suas atividades. Um dos principais equipamentos em operação foi adquirido em 01/01/2015 pelo valor de R$ 2,5 milhões. Conforme especificações do fabricante e padrão de operação da Cia. Gama, foi estimada uma vida útil de 12 anos para o equipamento, com depreciação pelo método linear e valor residual de 4% do valor de aquisição. Ao completar o sexto ano de operação, a Cia. Gama revisou a vida útil e o valor residual do equipamento, em decorrência de alterações no padrão operacional, por meio de uma consultoria especializada. O laudo de revisão indicou uma vida útil restante de 8 anos, com valor residual reduzido para R$ 80 mil. Com essas mudanças de estimativas, o valor contábil líquido do equipamento ao completar 7 anos de operação será de:
- A)R$ 1.220.000;
Errada: esse valor não considera corretamente a revisão prospectiva da depreciação após o 6º ano.
- B)R$ 1.147.500;
Certa: após a revisão, a nova quota anual é de R$ 152.500, levando o valor contábil ao fim do 7º ano a R$ 1.147.500.
- C)R$ 1.067.500;
Errada: costuma aparecer quando se erra o cálculo da nova base depreciável ou se mistura depreciação antiga com a revisada.
- D)R$ 1.060.000;
Errada: parte de uma quota anual incompatível com a vida útil restante e com o novo valor residual.
- E)R$ 980.000.
Errada: ignora ou aplica mal a revisão das estimativas, chegando a um valor contábil demasiado baixo.
Gabarito: B
Aqui a ideia é simples: depreciação linear reparte o custo do bem, já descontado o valor residual, ao longo da vida útil. No caso inicial, o equipamento custou R$ 2,5 milhões, tinha valor residual estimado em 4%, isto é, R$ 100 mil, e vida útil de 12 anos. Então a depreciação anual original era de R$ 200 mil. Depois de 6 anos, a empresa revisou as estimativas. E isso é permitido: pela NBC TG 23 (equivalente ao CPC 23), mudança de vida útil e valor residual é mudança de estimativa contábil, com efeito prospectivo, ou seja, você não refaz o passado, só recalcula o que falta daqui para frente. Ao fim do 6º ano, o valor contábil era R$ 2,5 milhões - 6 x R$ 200 mil = R$ 1,3 milhão. Com a revisão, a vida útil restante passou a ser de 8 anos e o valor residual passou a R$ 80 mil. Então, a base depreciável futura ficou em R$ 1,3 milhão - R$ 80 mil = R$ 1,22 milhão. Dividindo isso pelos 8 anos restantes, a nova depreciação anual ficou em R$ 152.500. Ao completar 7 anos de operação, já terá sido registrada 1 nova quota de depreciação após a revisão. Assim, o valor contábil líquido será R$ 1,3 milhão - R$ 152.500 = R$ 1.147.500. Por isso o gabarito é a letra B.