Em 31/12/X0, uma sociedade empresária apresentava os seguintes saldos em seu balanço patrimonial: • Ativo Circulante: R$ 40.000 • Ativo não Circulante: R$ 120.000 • Passivo Circulante: R$ 30.000 • Passivo não Circulante: R$ 50.000. • Patrimônio Líquido: R$ 80.000. Na data, o ativo não circulante era composto somente pelo ativo realizável a longo prazo e pelo ativo imobilizado, sendo que os dois apresentavam saldo igual. Assinale a opção que apresenta o indicador de liquidez geral da empresa.
- A)0,50.
Errada, porque 0,50 é um valor muito baixo para a relação entre ativo realizável e dívidas totais nessa estrutura.
- B)1,25.
Certa, pois a liquidez geral é (40.000 + 60.000) / (30.000 + 50.000) = 1,25.
- C)1,33.
Errada, porque 1,33 não corresponde ao quociente obtido com os saldos informados.
- D)2,00.
Errada, pois 2,00 superestima a capacidade de pagamento da empresa.
- E)2.40.
Errada, porque 2,40 não decorre da divisão correta entre ativo realizável total e passivo exigível total.
Gabarito: B
A liquidez geral mostra a capacidade de a empresa honrar todas as suas dívidas usando todo o ativo circulante e também o que vira dinheiro no longo prazo. A fórmula mais cobrada é: liquidez geral = (ativo circulante + realizável a longo prazo) / (passivo circulante + passivo não circulante). Nesta questão, o ativo não circulante era formado apenas por realizável a longo prazo e imobilizado, com valores iguais. Como o ativo não circulante totalizava R$ 120.000, cada parte vale R$ 60.000. Então o realizável a longo prazo é R$ 60.000. Agora é só montar a conta: (40.000 + 60.000) / (30.000 + 50.000) = 100.000 / 80.000 = 1,25. Ou seja, para cada R$ 1,00 de dívida total, a empresa tinha R$ 1,25 de recursos no ativo circulante e no longo prazo. Resultado bonitinho, sem drama. Esse índice é padrão da análise das demonstrações contábeis e aparece com frequência em provas da FGV, que adora transformar um dado extra em peça-chave da conta.