Assinale a opção que indica o reconhecimento do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura gerado internamente nas demonstrações contábeis de uma sociedade empresária.
- A)Receita Operacional
Errada, porque essa expectativa de rentabilidade futura gerada internamente não é receita e não pode ser tratada como resultado operacional.
- B)Patrimônio Líquido.
Errada, porque não se registra no patrimônio líquido um valor subjetivo como se fosse uma reserva ou ajuste patrimonial.
- C)Ativo Intangível.
Errada, porque o goodwill gerado internamente não atende aos critérios de reconhecimento de ativo intangível.
- D)Investimentos.
Errada, porque a rubrica de investimentos não é o local contábil para lançar esse tipo de valor intangível e subjetivo.
- E)Não deve ser reconhecido.
Certa, porque o ágio gerado internamente pela expectativa de rentabilidade futura não deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis.
Gabarito: E
O chamado ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura, quando gerado internamente pela própria sociedade, não entra na contabilidade como ativo. Em outras palavras: a empresa pode até ser muito boa, ter marca forte e ganhar dinheiro por anos, mas isso, por si só, não autoriza reconhecer um "goodwill" criado dentro da casa. A lógica é simples: para reconhecer um ativo, precisa haver recurso controlado pela entidade e expectativa de benefícios econômicos futuros mensuráveis com confiabilidade. O ágio interno normalmente não atende a esses requisitos, porque é muito subjetivo e não resulta de uma transação identificável. O CPC 04 - Ativo Intangível veda o reconhecimento de ativos intangíveis gerados internamente em várias situações, e o goodwill gerado internamente, especificamente, não é reconhecido. Esse tema costuma aparecer em prova para confundir você com o goodwill adquirido em combinação de negócios. Esse, sim, pode ser reconhecido nas demonstrações contábeis do adquirente, nos termos do CPC 15 - Combinação de Negócios. Já o que nasce apenas da expectativa interna de lucratividade não pode ser lançado no balanço como se fosse um bem mensurável. Por isso, o gabarito é a letra E: não deve ser reconhecido. A banca quer que você separe bem o que foi adquirido de terceiros, com base objetiva, do que foi apenas gerado internamente pela própria operação da empresa.