Na contabilização do custo dos estoques, os itens a seguir devem ser reconhecidos na Demonstração do Resultado do Exercício como despesa do período em que são incorridos, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Valor anormal de desperdício de materiais, mão de obra ou outros insumos de produção.
Errada, porque valor anormal de desperdício não compõe o custo do estoque e deve ser reconhecido como despesa do período.
- B)Impostos de importação e outros tributos, exceto os recuperáveis junto ao Fisco.
Certa, porque impostos de importação e tributos não recuperáveis integram o custo do estoque, não sendo despesa do período.
- C)Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.
Errada, pois despesas de comercialização são despesas do período, não custos de estoques.
- D)Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condição atuais.
Errada, porque despesas administrativas normalmente vão para o resultado e não para o custo do estoque.
- E)Gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo produtivo entre uma e outra fase de produção.
Errada, já que armazenamento só entra no custo quando for necessário ao processo produtivo entre fases de produção; fora disso, é despesa.
Gabarito: B
Na contabilidade de custos, a regra básica é simples: tudo o que faz o estoque chegar ao local e à condição necessários para venda ou uso entra no custo. O que não ajuda nisso, via de regra, vai direto para despesa do período. É aquela ideia de separar o que “faz nascer o estoque” do que só acompanha a rotina da empresa. A base normativa está alinhada ao CPC 16 (R1) - Estoques, convergente com a IAS 2. O pronunciamento diz que o custo do estoque inclui custos de compra, de conversão e outros custos necessários para trazer os estoques ao seu local e condição atuais. Já perdas anormais, despesas de venda, administrativas e armazenagem fora do processo produtivo são reconhecidas no resultado do período. A pegadinha desta questão está em um detalhe importante: impostos de importação e tributos não recuperáveis junto ao Fisco não são despesa do período, e sim parte do custo do estoque. Se a empresa consegue recuperar o tributo, ele não compõe o custo; se não consegue, entra no valor do estoque. Por isso a alternativa B é a exceção. Em outras palavras: o custo do estoque é o que você pagou para comprar, converter e deixar o item pronto. O que é desperdício anormal, venda, administração ou armazenagem “comum” vai para despesa. Já o imposto de importação não recuperável acompanha o estoque como fiel escudeiro do custo.