O custo histórico do ativo é atualizado ao longo do tempo para refletir, se aplicável, os fatores listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o
- A)O consumo da totalidade ou parte do recurso econômico que constitui o ativo.
Correta em termos conceituais, porque o consumo do ativo reduz seu valor contábil por depreciação, amortização ou exaustão.
- B)Os pagamentos recebidos que extinguem a totalidade ou parte do ativo.
Correta, pois pagamentos recebidos que extinguem parte do ativo implicam baixa parcial do valor contábil.
- C)O efeito de eventos que fazem com que a totalidade ou parte do custo histórico do ativo não seja mais recuperável.
Correta, já que se houver perda de recuperabilidade, o ativo deve ser ajustado por impairment.
- D)A provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do ativo.
Correta, porque um componente de financiamento pode exigir apropriação de juros ao longo do tempo.
- E)Os efeitos da inflação no ativo imobilizado.
Errada, pois a inflação não atualiza automaticamente o custo histórico do ativo no modelo usual; isso só teria tratamento específico em contexto de hiperinflação.
Gabarito: E
Na contabilidade, o custo histórico do ativo não fica “congelado” para sempre. Ele vai sendo ajustado ao longo do tempo por fatos que mudam o valor contábil do bem ou do direito, como consumo, baixa parcial, perda de recuperabilidade e até juros embutidos em certas operações. A ideia é simples: o ativo continua no balanço, mas seu valor contábil precisa acompanhar a realidade econômica, não a foto do dia da compra. É por isso que a norma trata, por exemplo, da depreciação, amortização, impairment e do reconhecimento de componentes financeiros quando houver financiamento embutido. Esses ajustes aparecem na lógica dos CPCs, especialmente no CPC 27, CPC 01 e no CPC 00 (R2), que trabalham com mensuração posterior e recuperação do valor do ativo. A exceção da questão é a inflação. No modelo usual do custo histórico, não se reavalia automaticamente o imobilizado só porque os preços subiram. Em regra, a inflação não atualiza o valor contábil do ativo nesse modelo. Só haveria tratamento específico em contexto de economia hiperinflacionária, pela lógica do CPC 42/IAS 29, que não é o caso geral cobrado aqui. Então, a banca quer que você perceba o seguinte: se o item fala em consumo, baixa, perda de recuperabilidade ou componente financeiro, ele combina com a atualização do valor contábil. Se fala em inflação, desconfie, porque isso não integra a atualização ordinária do custo histórico.