Uma empresa comprou R$ 30.000 em estoques à vista. Assinale a opção que indica o impacto dessa compra nos indicadores de liquidez da empresa.
- A)Aumento na liquidez corrente e na liquidez geral.
Errada, porque a compra à vista de estoques não aumenta a liquidez corrente nem a geral, já que só houve troca de composição do ativo.
- B)Diminuição na liquidez seca e na liquidez imediata.
Certa, porque o caixa diminui, reduzindo a liquidez imediata, e os estoques passam a compor o ativo, o que não ajuda na liquidez seca.
- C)Diminuição na liquidez imediata e na liquidez corrente.
Errada, porque a liquidez corrente não diminui nesse caso, já que o ativo circulante total permanece o mesmo.
- D)Diminuição na liquidez corrente e aumento na liquidez seca.
Errada, porque a liquidez corrente não cai e a liquidez seca não aumenta; ocorre exatamente o contrário quanto aos índices mais sensíveis ao caixa.
- E)Diminuição na liquidez imediata e aumento na liquidez geral.
Errada, porque a liquidez geral não aumenta com simples troca entre caixa e estoque, e a liquidez imediata realmente cai.
Gabarito: B
Quando a empresa compra estoque à vista, acontece uma troca dentro do ativo circulante: sai caixa e entra mercadoria. Ou seja, o patrimônio não muda de tamanho, só muda de bolso. E isso faz diferença nos índices de liquidez, porque cada um olha para uma parte diferente do ativo. A liquidez imediata considera só dinheiro e equivalentes de caixa. Se o caixa diminui para pagar o estoque, esse índice cai na hora. Já a liquidez seca desconsidera os estoques, então ela também piora, porque a empresa ficou com menos recursos prontamente disponíveis para quitar dívidas de curto prazo. A liquidez corrente, em regra, não se altera nesse caso, porque ela compara ativo circulante com passivo circulante, e houve apenas troca de composição dentro do ativo circulante. A liquidez geral também tende a não mudar, pois o pagamento à vista troca um ativo por outro sem alterar o total de ativos nem o passivo. Por isso o gabarito é a letra B: diminuição na liquidez seca e na liquidez imediata. É um clássico de prova da FGV: ela adora testar se você percebe que nem toda operação mexe em todos os índices ao mesmo tempo.