Uma empresa teve todo o seu estoque destruído em um incêndio. O fato será contabilizado nas demonstrações contábeis da empresa como
- A)custo do estoque, na Demonstração do Resultado do Exercício.
Errada, porque custo do estoque é o valor de aquisição ou produção do bem, e não a perda causada pela destruição do estoque.
- B)redutora da receita, na Demonstração do Resultado do Exercício
Errada, porque não se trata de redutora da receita, já que o fato não está ligado a devolução, desconto ou abatimento sobre vendas.
- C)despesa, na Demonstração do Resultado do Exercício.
Certa, porque a destruição do estoque gera perda reconhecida no resultado como despesa, normalmente por baixa de ativo/sinistro.
- D)custo do estoque, no Balanço Patrimonial.
Errada, porque o estoque destruído deixa de existir no ativo e não deve permanecer no Balanço Patrimonial como custo do estoque.
- E)perdas com estoques, no Balanço Patrimonial.
Errada, porque a perda não fica no Balanço Patrimonial, mas é reconhecida na DRE como despesa/perda do período.
Gabarito: C
Quando um estoque é destruído em incêndio, ele deixa de ser um ativo que vai gerar benefício econômico futuro. Isso não é custo de produção nem ajuste de receita: é uma perda efetiva de ativo, causada por um evento anormal. Na prática, a empresa reconhece essa baixa como despesa na Demonstração do Resultado do Exercício, normalmente em conta de perdas com estoques, sinistros ou equivalente. Pense assim: custo é aquilo que você gasta para formar ou adquirir o estoque. Se o estoque virou cinza, o problema já não é mais formar o produto, e sim reconhecer a perda do patrimônio. Por isso, o efeito aparece no resultado do período, reduzindo o lucro. O CPC 16 (Estoques) e a lógica geral da Estrutura Conceitual reforçam que estoques são ativos destinados à venda e, quando há perda por destruição, obsolescência ou sinistro, a baixa do ativo vai para o resultado. Não há razão para manter esse valor no Balanço Patrimonial, porque o bem simplesmente não existe mais. Logo, o gabarito está correto ao classificar o fato como despesa na DRE. A banca gosta desse tipo de distinção: se o item sumiu, queimou ou foi perdido, você pensa em baixa do ativo e reconhecimento no resultado, não em custo operacional ou em saldo patrimonial.