A respeito da realização do teste do valor recuperável, assinale a opção que indica a situação em que não é necessário avaliar o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo imobilizado.
- A)O valor em uso do ativo é maior do que o valor contábil.
Correta, porque se o valor em uso já é superior ao valor contábil, o ativo é recuperável e não há necessidade de apurar o valor justo líquido de despesas de venda.
- B)Não há preço cotado em mercado ativo para ativo idêntico.
Errada, porque a inexistência de preço cotado em mercado ativo não dispensa a análise do valor justo líquido de despesas de venda.
- C)A entidade não tem a intenção de vender o ativo.
Errada, porque a intenção de vender ou não vender não elimina a necessidade de avaliar o valor justo líquido de despesas de venda no teste de recuperabilidade.
- D)A entidade estimou nova vida útil para o ativo.
Errada, porque a revisão da vida útil do ativo não substitui nem afasta a apuração do valor recuperável.
- E)O ativo não é depreciado.
Errada, porque o fato de o ativo não ser depreciado não impede a realização do teste de impairment nem afasta a análise do valor justo líquido de despesas de venda.
Gabarito: A
No teste de recuperabilidade, a lógica é simples: primeiro você compara o valor contábil do ativo com o seu valor recuperável. Esse valor recuperável é o maior entre dois números: valor em uso e valor justo líquido de despesas de venda, conforme o CPC 01 (R1) e a lógica da IAS 36. Se um deles já mostrar que o ativo vale mais do que o registrado na contabilidade, a conta pode parar por aí, sem precisar ficar caçando o outro valor como quem procura troco no fundo da gaveta. Por isso, se o valor em uso do ativo é maior do que o valor contábil, já está claro que não há perda por recuperabilidade. Nesse cenário, não existe necessidade de avaliar o valor justo líquido de despesas de venda, porque o ativo já está plenamente recuperável pelo próprio valor em uso. Em termos práticos: se o primeiro número já resolve o problema, você não precisa abrir a segunda porta. A banca gosta muito dessa ideia de ordem lógica do teste. Você não calcula tudo por esporte: avalia-se o que for necessário para concluir se houve ou não impairment. A FGV costuma explorar justamente essa sequência mental do CPC 01: identificar sinais, apurar o valor recuperável e só então comparar com o valor contábil. Então o gabarito está correto porque a situação descrita na alternativa A já afasta a necessidade de buscar o outro parâmetro de comparação. Como o valor em uso supera o valor contábil, o ativo não está desvalorizado e o teste não exige continuar até o valor justo líquido de despesas de venda.