← Questões de Contabilidade

Contabilidade · FGV · 2021

Questão comentada de Contabilidade

Quando a moeda de apresentação das demonstrações contábeis difere da moeda funcional da entidade, os resultados e a posição financeira da entidade, cuja moeda funcional não é moeda de economia hiperinflacionária, devem ser convertidos para moeda de apresentação diferente em cada demonstração apresentada, adotando-se os seguintes procedimentos:

Gabarito: B

Quando a entidade tem moeda funcional diferente da moeda de apresentação, a contabilidade precisa "traduzir" as demonstrações para a moeda em que elas serão divulgadas. Como a questão diz que a moeda funcional não é de economia hiperinflacionária, vale a regra da CPC 02 (R2), alinhada ao IAS 21: ativos e passivos vão pela taxa de câmbio de fechamento na data do balanço, enquanto receitas e despesas usam as taxas das datas das transações, podendo-se admitir uma taxa média do período se ela aproximar bem as taxas reais. Parece detalhe, mas é o tipo de detalhe que a banca adora transformar em armadilha de prova. O motivo é simples: ativos e passivos são posições existentes em uma data específica, então faz sentido usar a taxa de fechamento daquela data. Já receitas e despesas surgem ao longo do tempo, então devem refletir as taxas vigentes quando ocorreram. Isso evita misturar tudo na mesma taxa e distorcer o resultado. Por isso, o gabarito é a letra B: ativos e passivos pelo fechamento no balanço, e receitas e despesas pelas taxas das datas das transações. Essa é a lógica correta para conversão de demonstrações contábeis quando a moeda funcional não é de economia hiperinflacionária. Em resumo: balanço olha para uma data, resultado olha para o fluxo do período. A banca costuma cobrar exatamente essa diferença de tratamento entre posição financeira e desempenho.

Continue treinando

Questões relacionadas