A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) mede o desempenho durante um período específico (ROSS et al., 2005, p. 25). A partir da definição contábil do lucro é correto afirmar que
- A)baseia-se na soma das despesas e dos custos da organização.
Errada, porque despesas e custos são componentes que reduzem o resultado, não a base de cálculo do lucro.
- B)é medido pela diferença entre ativos circulantes e ativos permanentes.
Errada, pois a diferença entre ativos circulantes e permanentes não mede lucro, e sim uma comparação patrimonial sem relação direta com a DRE.
- C)é a soma das receitas com o patrimônio líquido.
Errada, porque lucro não é soma de receitas com patrimônio líquido; patrimônio líquido é consequência do resultado e não sua fórmula.
- D)é calculado pela diferença entre as receitas e as despesas.
Certa, porque a lógica da DRE apura o resultado pela diferença entre receitas e despesas do período.
- E)é calculado pela diferença entre as receitas e o patrimônio líquido.
Errada, já que patrimônio líquido não entra como elemento de cálculo do lucro na DRE.
Gabarito: D
A DRE, ou Demonstração do Resultado do Exercício, serve para mostrar se a empresa teve lucro ou prejuízo em determinado período. Pense nela como a foto do desempenho operacional: entra o que foi ganho com receitas e saem os custos e despesas necessários para gerar essas receitas. Na lógica contábil, o lucro aparece quando as receitas superam os gastos. Se as despesas e custos consumirem tudo o que entrou, o resultado fica menor; se sobrar, há lucro. Se consumirem mais do que entrou, o resultado é prejuízo. É uma conta simples na ideia, embora na prática existam classificações e ajustes. Por isso, a alternativa correta é a letra D: o lucro é calculado pela diferença entre as receitas e as despesas. Em linguagem contábil, a DRE organiza essa apuração do resultado, separando receitas, custos, despesas, outras receitas e outras despesas, para chegar ao resultado líquido do exercício. Esse entendimento está alinhado à doutrina contábil e à estrutura prevista na Lei 6.404/1976, que exige a demonstração do resultado como peça das demonstrações financeiras. A banca costuma cobrar justamente essa noção básica: resultado não nasce de patrimônio líquido nem de ativo, mas da comparação entre entradas operacionais e gastos do período.