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Contabilidade · FCC · 2023

Questão comentada de Contabilidade

Em 01/01/X1 a empresa SHOP S.A. comprou um terreno pelo valor de R$ 500.000 para pagamento no longo prazo, mas, se a compra fosse feita com pagamento à vista, o valor seria R$ 450.000. A empresa incorreu, adicionalmente, em custos para formalização da compra no valor de R$ 10.000. O imóvel será destinado para obtenção de renda por meio do aluguel. No final do ano de X1, o valor justo desse terreno era de R$ 520.000. Com base nas informações apresentadas, o tratamento contábil para o terreno adquirido deve ser classificado como

Gabarito: D

A questão mistura duas ideias que caem muito: classificação do ativo e mensuração inicial. Como o terreno foi comprado para gerar renda por aluguel, ele não entra no imobilizado. Ele é, sim, Propriedade para Investimento (PPI), nos termos do CPC 28 / IAS 40. Na mensuração inicial, você não olha para o valor nominal total a pagar se a compra foi a prazo longo. Você usa o equivalente à vista, que aqui é R$ 450.000, e soma os custos diretamente atribuíveis à aquisição, como a formalização da compra, de R$ 10.000. Resultado: custo inicial de R$ 460.000. Depois, na mensuração subsequente, o CPC 28 permite escolher entre o modelo do valor justo e o modelo de custo, desde que a entidade aplique a política de forma consistente para toda a classe de propriedades para investimento. Por isso, o valor justo de R$ 520.000 ao final de X1 pode ser usado se a empresa optar pelo valor justo; se optar pelo custo, permanece pelo custo, sujeito às regras do modelo. Assim, o gabarito D está correto porque classifica o bem como PPI, reconhece inicialmente por R$ 460.000 e admite, na sequência, a opção entre valor justo e custo. É a cara da FCC: ela coloca o preço a prazo para ver se você cai no valor nominal e esquece o desconto implícito.

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