A Cia. Lira possuía um ativo intangível com vida útil indefinida (Marca) em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2020, com a seguinte composição: Custo ..................................................................... R$ 1.050.000,00 Perda por impairment ............................................... R$ 100.000,00 Durante o mês de dezembro de 2021, a Cia. Lira realizou novo teste de impairment do ativo intangível e apurou os seguintes valores: Valor em uso: ...................................................................... R$ 921.583,00 Valor justo líquido de despesas de venda ............................................... R$ 758.040,00 Sabe-se que a vida útil do ativo intangível continua indefinida. Dessa forma, a Cia. Lira
- A)reconheceu um ganho de R$ 128.417,00.
Errada, porque houve perda de valor recuperável, não ganho, já que o valor contábil ficou maior que o valor recuperável.
- B)não fez registro contábil referente a este ativo.
Errada, porque o teste de impairment mostrou necessidade de ajuste, então havia registro contábil a fazer.
- C)reconheceu uma perda por impairment de R$ 28.417,00.
Certa, pois o valor contábil de R$ 950.000,00 excede o valor recuperável de R$ 921.583,00 em R$ 28.417,00.
- D)reconheceu uma perda por impairment de R$ 291.960,00.
Errada, porque esse valor não corresponde à diferença entre o valor contábil e o valor recuperável apurado no teste.
- E)reconheceu uma perda por impairment de R$ 191.960,00.
Errada, porque a perda não é a diferença entre o valor contábil e o valor justo líquido de despesas de venda, já que o valor em uso foi maior e, por isso, é o valor recuperável.
Gabarito: C
Quando o ativo intangível tem vida útil indefinida, a empresa precisa testar impairment pelo menos uma vez por ano, mesmo que ele esteja “quietinho” no balanço. A lógica do CPC 01 é simples: você compara o valor contábil com o valor recuperável, que é o maior entre o valor em uso e o valor justo líquido de despesas de venda. Aqui, o valor contábil em 31/12/2020 era de R$ 950.000,00, porque o custo de R$ 1.050.000,00 já estava reduzido pela perda por impairment anterior de R$ 100.000,00. Em 2021, o valor recuperável foi R$ 921.583,00, pois ele é maior que o valor justo líquido de despesas de venda (R$ 758.040,00). Como o valor contábil (R$ 950.000,00) ficou acima do valor recuperável (R$ 921.583,00), nasce uma nova perda por impairment. O cálculo é: R$ 950.000,00 - R$ 921.583,00 = R$ 28.417,00. Por isso, o gabarito é a letra C. A conta é exatamente essa: existe excesso de valor contábil sobre o recuperável, então a diferença vai para perda no resultado, conforme o CPC 01 (Redução ao Valor Recuperável de Ativos).