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Contabilidade · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Contabilidade

A Câmara Municipal de Araraquara, no papel fiscalizador das contas municipais, está analisando empresas contratadas pela Prefeitura do município, objetivando apontar prováveis incorreções nos lançamentos contábeis, verifica os Balanços patrimoniais apresentados, em que as contas são classificadas segundo os elementos do patrimônio e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. Em qual classificação do Ativo devem ser lançadas as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis em outro ativo, e que não se destinam à manutenção da atividade da companhia ou da empresa?

Gabarito: D

No Balanço Patrimonial, o Ativo é dividido em grupos para mostrar onde a empresa aplicou seus recursos e quão fácil é transformar isso em dinheiro ou usar na operação. A ideia aqui é separar o que gira no negócio do que fica aplicado por mais tempo ou por motivos estratégicos. É quase o “mapa do tesouro” da empresa, só que com contas bem organizadas. As participações permanentes em outras sociedades entram em Investimentos. Também ficam nesse grupo os direitos de qualquer natureza que não se enquadram em outro ativo e que não servem para manter a atividade principal da companhia. Em outras palavras: se a empresa não comprou isso para vender, usar na produção ou receber no curto prazo, e a aplicação é permanente ou estratégica, a classificação tende a ser Investimentos. Isso está alinhado com a Lei nº 6.404/1976, especialmente a redação do art. 179, III, que trata das participações permanentes em outras sociedades e dos direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante, realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado ou intangível. A lógica da lei é justamente evitar que você jogue tudo no mesmo balaio. Por isso o gabarito é a letra D. A banca quer que você reconheça a natureza dessas aplicações: não são bens usados na operação direta, não são créditos a receber, nem intangíveis, e também não são um pedaço do estoque esperando venda. São investimentos permanentes no patrimônio da empresa.

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