Considere que uma Entidade compre à vista um bem do ativo imobilizado em 1º de janeiro de 20x1 por R$ 320.000,00. Sabe-se que a vida útil estimada é de dez anos e o valor residual é de 15% sobre o preço de aquisição do bem. Adota-se o método de depreciação linear. Diante do exposto, o Valor Contábil do bem em 31/12/20x3; 31/12/20x6; e 31/12/20x9 é de, respectivamente:
- A)R$ 238.200,00; R$ 156.900,00; e R$ 75.300,00.
Errada, porque os três valores não batem com a depreciação linear correta de R$ 27.200,00 ao ano.
- B)R$ 238.300,00; R$ 156.700,00; e R$ 48.000,00.
Errada, pois os dois primeiros valores já estão inconsistentes e o último desconsidera o valor residual corretamente calculado.
- C)R$ 238.400,00; R$ 156.800,00; e R$ 48.000,00.
Errada, porque os dois primeiros valores estão certos, mas o terceiro deveria ser R$ 75.200,00, não R$ 48.000,00.
- D)R$ 238.400,00; R$ 156.800,00; e R$ 75.200,00.
Certa, pois considera custo de R$ 320.000,00, valor residual de R$ 48.000,00 e depreciação linear anual de R$ 27.200,00.
- E)R$ 238.500,00; R$ 156.600,00; e R$ 47.900,00.
Errada, porque os valores apresentados não correspondem nem ao cálculo da base depreciável nem aos saldos após 3, 6 e 9 anos.
Gabarito: D
Quando a entidade compra um imobilizado, o valor do bem não fica parado no tempo: ele vai sendo depreciado ao longo da vida útil. No método linear, a lógica é bem simples: você pega o custo de aquisição, subtrai o valor residual e divide pelo número de anos de vida útil. Aqui, o bem custou R$ 320.000,00, o valor residual é 15% disso, ou seja, R$ 48.000,00, e a base depreciável fica em R$ 272.000,00. Dividindo R$ 272.000,00 por 10 anos, chega-se à depreciação anual de R$ 27.200,00. A partir daí, é só ir acumulando a depreciação ano a ano e subtraindo do custo. Em 31/12/20x3, foram 3 anos: R$ 81.600,00 depreciados, restando R$ 238.400,00. Em 31/12/20x6, 6 anos: R$ 163.200,00 depreciados, restando R$ 156.800,00. Já em 31/12/20x9, foram 9 anos de depreciação: R$ 244.800,00 acumulados, sobrando R$ 75.200,00. Repare que o valor contábil nunca deve cair abaixo do valor residual, porque a depreciação para exatamente nesse piso. Isso está em linha com a lógica do CPC 27 e com a sistemática da depreciação prevista na legislação societária. Por isso, o gabarito correto é a alternativa D, que traz exatamente os três valores calculados.