Sobre o Capital Circulante Líquido e as transações que o afetam, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)O Capital Circulante Líquido é obtido pela divisão do Ativo Circulante pelo Passivo Circulante.
Errada, porque o Capital Circulante Líquido é calculado por Ativo Circulante menos Passivo Circulante, e não por divisão.
- B)Quando o Ativo Circulante é maior do que o Passivo Circulante, tem-se um Capital Circulante Líquido próprio.
Certa, pois quando o Ativo Circulante é maior que o Passivo Circulante o CCL é positivo, indicando folga de curto prazo.
- C)Quando o Ativo Circulante é menor do que o Passivo Circulante, tem-se um Capital Circulante Líquido negativo ou de terceiros.
Certa, porque se o Passivo Circulante supera o Ativo Circulante, o CCL fica negativo, sinalizando dependência de recursos de terceiros no curto prazo.
- D)O Índice de Liquidez Corrente mostra a capacidade de um negócio realizar o pagamento em curto prazo e, por esse motivo, é um dos indicadores mais utilizados para fazer a análise da capacidade de pagamento de uma entidade.
Certa, já que o Índice de Liquidez Corrente é AC/PC e mede a capacidade de pagamento de curto prazo.
Gabarito: A
Capital Circulante Líquido (CCL), também chamado de capital de giro líquido, é a diferença entre Ativo Circulante e Passivo Circulante. Em fórmula: CCL = AC - PC. Se o resultado for positivo, a empresa tem mais recursos de curto prazo do que obrigações de curto prazo; se for negativo, acontece o inverso. Simples assim, sem truque de calculadora com cheiro de pegadinha. Quando o Ativo Circulante supera o Passivo Circulante, o CCL é positivo, e isso costuma ser chamado de capital circulante líquido próprio, porque há folga financeira no curto prazo. Quando o Passivo Circulante é maior, o CCL fica negativo, indicando capital circulante líquido de terceiros ou dependência de recursos de curto prazo para tocar a operação. Já o Índice de Liquidez Corrente é outra medida: ele é AC/PC, e não CCL. Ele mostra quantas vezes o ativo circulante cobre o passivo circulante, sendo um indicador clássico de capacidade de pagamento no curto prazo. É muito usado em análise de balanços justamente por resumir bem a folga financeira da entidade. Por isso, a alternativa incorreta é a que troca a lógica do CCL por uma divisão. O conceito correto, na doutrina contábil e na análise de balanços, é subtração, não quociente.