Pedro é o responsável pelo gerenciamento de custos de uma empresa e está testando três sistemas de custeio: Custeio Baseado em Atividades, Custeio Variável e por Absorção. Pedro observou que, caso venda todas as suas unidades produzidas, o sistema de custeio que fornecerá o menor lucro será:
- A)Sistema de Custeio Variável.
Errada, porque o custeio variável pode mudar a forma de apresentação do lucro, mas não o lucro total quando toda a produção é vendida.
- B)Sistema de Custeio por Absorção.
Errada, pois o custeio por absorção também leva todos os custos de produção ao resultado ao final da venda de todas as unidades.
- C)Sistema de Custeio Baseado em Atividades.
Errada, porque o ABC altera a forma de rateio dos custos indiretos, mas não o lucro líquido total se tudo foi vendido.
- D)Indiferente, pois a adoção de qualquer método não altera o Lucro Líquido Total.
Certa, porque vender toda a produção elimina o efeito de diferenças entre os métodos sobre o lucro total.
Gabarito: D
Quando a empresa vende todas as unidades produzidas, a brincadeira dos métodos de custeio perde um pouco a graça: o lucro total não muda. Isso acontece porque, no fim das contas, todos os custos de produção são apropriados ao resultado, apenas em momentos e formatos diferentes. O que varia entre os métodos é a forma de medir estoque e de distribuir os custos fixos de fabricação, não o resultado final quando nada fica parado no almoxarifado. No custeio por absorção, todos os custos de produção, fixos e variáveis, vão para o estoque e depois são levados ao resultado na venda. No custeio variável, os custos fixos de fabricação vão direto para despesa do período, e só os variáveis entram no custo do produto. Já o custeio baseado em atividades (ABC) muda o critério de rateio dos custos indiretos, mas também não cria nem destrói riqueza por si só. A lógica do gabarito D é essa: se voce vendeu tudo o que produziu, não sobra estoque para “segurar” custo em um método e adiantar despesa em outro. Como não há estoque final, o efeito de alocação entre custo e despesa se anula no lucro total. Em termos doutrinários, isso é uma consequência clássica da diferença entre custeio para fins gerenciais e apuração do resultado quando toda a produção é vendida. Então, a grande sacada da questão é perceber a condição “vender todas as unidades produzidas”. Ela neutraliza a diferença de tratamento entre os métodos e faz o lucro líquido total convergir. O que muda é a composição do resultado em estoques e custos do período, não o lucro final.