Determinada companhia adquire as suas próprias ações com o objetivo de diminuição do capital. No balanço patrimonial da companhia, essas ações serão contabilizadas no seguinte grupo de contas:
- A)Investimentos.
Errada, porque ações da própria companhia não representam investimento em outra entidade e não são classificadas em Investimentos.
- B)Ativo Imobilizado.
Errada, porque não se trata de bem corpóreo ou incorpóreo usado nas operações da empresa, logo não integra o Ativo Imobilizado.
- C)Patrimônio Líquido.
Certa, pois ações próprias recompradas são tratadas como conta redutora do Patrimônio Líquido, especialmente quando a finalidade é redução de capital.
- D)Ativo Realizável a Longo Prazo.
Errada, porque a aquisição das próprias ações não gera direito a receber valores futuros, então não se enquadra no Ativo Realizável a Longo Prazo.
Gabarito: C
Quando a companhia compra as próprias ações, ela não passa a ter um investimento novo nem um direito a receber no futuro. Na prática, essas ações saem da circulação e representam uma redução do patrimônio dos próprios acionistas, então o tratamento contábil fica no grupo do Patrimônio Líquido, como ação em tesouraria ou conta redutora equivalente. O ponto-chave da questão é o objetivo da aquisição: diminuição do capital. Isso reforça ainda mais a ideia de que a operação afeta diretamente o patrimônio líquido, e não o ativo. Afinal, a empresa não está adquirindo um bem para usar, nem um crédito a receber, nem um investimento em outra entidade. Pela lógica da Lei 6.404/1976 e da prática contábil brasileira, ações em tesouraria não são registradas como ativo, mas como parcela redutora do patrimônio líquido. Em prova, isso aparece com frequência como uma pegadinha clássica: a empresa comprou ações, então alguns caem no erro de achar que virou investimento. Mas não virou, porque são ações da própria companhia. Então, o gabarito C está correto porque a recompra de ações próprias com finalidade de redução de capital é registrada no Patrimônio Líquido, diminuindo-o. É contabilidade olhando no espelho: a empresa não ganhou algo de fora, apenas reduziu uma parte do seu próprio capital.