O lucro líquido calculado com base no método de custeio por absorção será maior que o lucro líquido calculado com base no método do custeio variável sempre que
- A)as unidades produzidas em um período forem menores que as unidades produzidas no período anterior.
Errada: produzir menos que no período anterior não diz nada, por si só, sobre a relação entre produção e vendas no período, que é o que afeta a diferença entre os métodos.
- B)as unidades vendidas em um período forem maiores que as unidades produzidas no mesmo período.
Errada: se as vendas superam a produção, normalmente há redução de estoque e maior consumo de custos fixos já reconhecidos, o que não favorece o lucro pelo absorção.
- C)as unidades produzidas em um período forem maiores que as unidades vendidas no mesmo período.
Certa: quando a produção é maior que as vendas, sobra estoque com custos fixos embutidos, adiando despesa no absorção e elevando o lucro em relação ao variável.
- D)as unidades vendidas em um período forem maiores que as unidades vendidas no período anterior.
Errada: comparar vendas com o período anterior não resolve a questão, porque o efeito depende da comparação entre produção e vendas no mesmo período.
- E)as unidades produzidas em um período forem iguais às unidades vendidas no mesmo período.
Errada: se produzidas e vendidas forem iguais, não há variação de estoque, então não há diferimento de custos fixos e os lucros tendem a coincidir.
Gabarito: C
No custeio por absorção, todos os custos de produção entram no estoque: variáveis e fixos. Isso significa que parte do custo fixo pode ficar “guardada” no estoque final e só vira despesa quando o produto é vendido. Já no custeio variável, os custos fixos de produção vão direto para o resultado do período, sem passar pelo estoque. É por isso que o lucro no absorção pode ficar maior do que no variável: ele depende de quanto custo fixo ficou estocado. A conta é simples de raciocinar: se você produziu mais do que vendeu, aumentou o estoque. Esse estoque leva junto uma parcela dos custos fixos de fabricação, adiando seu reconhecimento no resultado. Em outras palavras, o lucro do período fica “turbinado” porque nem todo custo fixo produzido foi lançado como despesa ainda. Por isso o gabarito é a letra C. Quando as unidades produzidas em um período forem maiores que as unidades vendidas no mesmo período, há absorção de custos fixos no estoque final, e o lucro pelo custeio por absorção tende a ser maior que o lucro pelo custeio variável. Esse é um ponto clássico de Contabilidade de Custos e cai muito em prova de forma comparativa. A lógica é doutrinária e também compatível com a regra contábil de que os estoques devem incluir custos de aquisição e transformação, o que aparece na prática do CPC 16 (Estoques).