Ao reavaliar o risco de crédito da sua carteira de duplicatas a receber, determinada companhia constatou que o valor estimado das perdas relacionadas a créditos de liquidação duvidosa apresentava-se superior ao montante que já tinha sido reconhecido contabilmente pela entidade até então. Nessa situação hipotética, para a adequação das demonstrações contábeis da entidade à nova estimação de perdas associadas a créditos de liquidação duvidosa, deve ser feito registro a débito
- A)de uma conta de despesa e a crédito de uma conta retificadora de duplicatas a receber.
Correta, pois o aumento da perda estimada gera débito em despesa e crédito em conta retificadora do ativo.
- B)de uma conta de despesa e a crédito da conta duplicatas a receber.
Errada, porque o crédito não vai direto em duplicatas a receber; o ajuste é feito em conta redutora.
- C)da conta ajustes de avaliação patrimonial e a crédito de uma conta retificadora de duplicatas a receber.
Errada, porque ajuste de avaliação patrimonial não tem relação com perdas de crédito de duplicatas a receber.
- D)de uma conta de despesa e a crédito de uma conta do passivo.
Errada, porque a contraparte do registro não é conta do passivo, e sim uma conta retificadora do ativo.
- E)da conta duplicatas a receber e a crédito de uma conta de despesa.
Errada, porque duplicatas a receber não é debitada nessa situação; o lançamento correto reduz o resultado e ajusta o ativo.
Gabarito: A
Quando a empresa reavalia suas duplicatas a receber e percebe que a perda estimada ficou maior do que a que já estava registrada, ela precisa aumentar a provisão/ajuste para perdas de crédito esperadas. Na prática, isso significa reconhecer mais despesa no resultado, porque a perda estimada cresceu, e levar esse valor para uma conta redutora do ativo, e não para o contas a receber em si. É a lógica clássica de prudência: se o risco aumentou, o balanço precisa refletir isso de forma conservadora. Em termos contábeis, o lançamento adequado é débito em despesa com perdas estimadas ou PCLD e crédito em conta retificadora de duplicatas a receber. A conta redutora é usada porque o ativo permanece contabilizado pelo valor bruto, mas apresentado líquido da estimativa de não recebimento. Assim, você não “some” com as duplicatas, apenas ajusta seu valor recuperável. Esse raciocínio está alinhado com a técnica contábil adotada pela doutrina e com a disciplina de mensuração de créditos de liquidação duvidosa, hoje tratada sob a lógica de perdas estimadas. O ponto central da questão é simples: se a perda esperada aumentou, aumenta também a despesa e a conta redutora do ativo. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela traduz exatamente o ajuste necessário para atualizar as demonstrações contábeis à nova estimativa de inadimplência.