A empresa ABC obteve, no ano de 2021, rentabilidade dos Investimentos (RI) na ordem de 10%. Para o ano seguinte, a empresa pretende elevá-la para 15%, mantendo a margem operacional do ano anterior. Nessa situação, a opção correta que viabiliza essa pretensão é
- A)aumentar a rotação do ativo.
Correta, porque aumentar a rotação do ativo eleva a rentabilidade sem necessidade de alterar a margem operacional.
- B)diminuir as despesas administrativas.
Errada, porque diminuir despesas administrativas pode melhorar o lucro, mas a questão fixou a margem operacional constante.
- C)diminuir a rentabilidade do capital de terceiros.
Errada, porque rentabilidade do capital de terceiros não é a variável que explica o aumento da rentabilidade dos investimentos nesse caso.
- D)aumentar a margem de lucro.
Errada, porque aumentar a margem de lucro contraria o enunciado, que determina manter a margem operacional do ano anterior.
- E)diminuir a rentabilidade do capital próprio.
Errada, porque diminuir a rentabilidade do capital próprio não ajuda a elevar a rentabilidade dos investimentos.
Gabarito: A
A rentabilidade dos investimentos, em termos práticos, costuma ser lida pela relação entre o resultado obtido e o volume de recursos investidos. Em análise das demonstrações, isso aparece muito na lógica da decomposição do retorno: margem operacional e rotação do ativo caminham juntas para formar a rentabilidade. Se uma delas fica parada, a outra precisa trabalhar mais para o resultado subir. Aqui a empresa quer sair de 10% para 15% sem mexer na margem operacional. Então, se o lucro operacional em relação às vendas não vai mudar, o caminho natural para melhorar o retorno é fazer o ativo girar mais, isto é, gerar mais receita com a mesma base de ativos. É o velho truque do "mesmo patrimônio, mais trabalho". Por isso, a alternativa correta é aumentar a rotação do ativo. Na prática, isso significa usar melhor os recursos investidos, produzindo mais vendas por unidade de ativo. Essa lógica é compatível com a análise por índices de rentabilidade, muito usada em provas quando a banca mistura margem, giro e retorno. Como apoio conceitual, a ideia se alinha ao modelo DuPont, que decompõe a rentabilidade em margem de lucro e giro do ativo. Se a margem permanece constante, a alavanca que sobrou para elevar a rentabilidade é o giro.