Relativamente à terminologia de custos aplicada ao setor público, é correto afirmar que o custeio pleno consiste na
- A)apropriação dos custos para todas as atividades desenvolvidas pela entidade.
Errada, porque apropriar custos para todas as atividades descreve uma visão genérica de rastreamento de custos, não a definição específica de custeio pleno.
- B)alocação de todos os custos — fixos e variáveis — diretamente a todos os objetos de custo sem qualquer tipo de rateio ou apropriação.
Errada, porque a ideia de alocar todos os custos diretamente, sem rateio, não corresponde ao custeio pleno, que admite apropriação também de despesas e pode exigir rateios.
- C)apropriação apenas dos custos variáveis aos produtos ou serviços, considerando-se os custos fixos como despesas do período.
Errada, porque isso é custeio variável, em que os custos fixos vão para resultado do período e não para os produtos ou serviços.
- D)apropriação de todos os custos de produção aos produtos e serviços.
Errada, porque essa descrição se aproxima do custeio por absorção, que apropria apenas os custos de produção aos produtos e serviços.
- E)apropriação dos custos de produção e das despesas aos produtos e serviços.
Certa, porque o custeio pleno considera os custos de produção e também as despesas na formação do custo dos produtos e serviços.
Gabarito: E
Quando a questão fala em custeio pleno, pense em uma lógica bem abrangente: a entidade tenta levar para o objeto de custo não só os custos de produção, mas também as despesas relacionadas. É como se o produto ou serviço recebesse a conta inteira da operação, e não apenas uma parte dela. Na prática, isso vai além do custeio por absorção tradicional, que costuma ficar restrito aos custos de produção. No custeio pleno, a ideia é apurar o custo total do que foi entregue, incluindo também despesas administrativas, comerciais e outras que a doutrina costuma tratar fora do custo de produção. Por isso, ele é chamado de custeio integral ou full costing. É exatamente por isso que a alternativa E está correta: ela descreve a apropriação dos custos de produção e das despesas aos produtos e serviços. Ou seja, não fica só no chão da fábrica ou no setor operacional imediato; o raciocínio alcança o custo total da prestação ou da entrega. Em termos de doutrina de contabilidade de custos, o custeio pleno é um método mais abrangente de mensuração, útil quando a intenção é conhecer o custo total do objeto. Em concursos, a banca costuma cobrar essa diferença clássica: custo de produção é uma coisa, despesa é outra, e o custeio pleno tenta juntar as duas no mesmo pacote.