A demonstração dos fluxos de caixa (DFC) apresenta as entradas e saídas de caixa e as classifica em três fluxos de atividades: operacionais, de investimento e de financiamento. Nesse sentido, o efeito das mudanças nas taxas cambiais sobre o caixa e equivalentes de caixa, mantidos ou devidos em moeda estrangeira,
- A)não deve ser apresentado na DFC, porque esse evento não é considerado fluxo de caixa.
Errada, porque o efeito cambial sobre caixa e equivalentes afeta a DFC e deve ser evidenciado, ainda que não seja classificado como fluxo operacional, de investimento ou financiamento.
- B)deve ser apresentado separadamente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
Certa, pois a NBC TG 03 determina que esse efeito seja apresentado separadamente dos fluxos das três atividades da DFC.
- C)deve ser apresentado no fluxo de caixa das atividades operacionais.
Errada, porque variação cambial não é fluxo das atividades operacionais; ela decorre da conversão de valores em moeda estrangeira.
- D)deve ser apresentado no fluxo de caixa das atividades de investimento.
Errada, porque não tem relação com aquisição ou venda de ativos de longo prazo, que é a lógica dos fluxos de investimento.
- E)deve ser apresentado no fluxo de caixa das atividades de financiamento.
Errada, porque não decorre de captação, amortização de dívidas ou distribuição de capital, que caracterizam os fluxos de financiamento.
Gabarito: B
A DFC serve para mostrar de onde veio e para onde foi o caixa, mas nem toda variação que afeta o saldo entra dentro dos três blocos clássicos. A lógica da demonstração é separar o que vem da atividade operacional, do investimento e do financiamento, para que voce enxergue a origem do dinheiro com clareza. Só que existe um grupo de efeitos que não é, em si, fluxo de caixa gerado por operação, investimento ou financiamento. É o caso, por exemplo, das variações cambiais sobre caixa e equivalentes mantidos em moeda estrangeira. Isso altera o valor do caixa em razão da conversão, mas não representa entrada ou saída de recursos causada por uma dessas atividades. Por isso, a NBC TG 03 (que trata da DFC) determina que esses efeitos sejam apresentados separadamente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, de investimento e de financiamento. A ideia é evitar misturar uma variação contábil de conversão com um fluxo efetivo de caixa. Assim, o usuário consegue separar o que é movimento de dinheiro do que é efeito de moeda. Então o gabarito B está correto porque a mudança na taxa cambial sobre caixa e equivalentes em moeda estrangeira deve aparecer em rubrica própria, fora dos três grupos tradicionais. Em prova, pense assim: se não é um fluxo gerado por operação, investimento ou financiamento, a banca costuma cobrar sua apresentação em separado.