Em se tratando do reconhecimento e mensuração da perda por redução a valor recuperável de um ativo não gerador de caixa, quando a perda estimada for maior do que o valor contábil do ativo, este deverá ser
- A)reduzido a zero com o montante correspondente reduzido no resultado do período.
Correta: se a perda estimada superar o valor contabil, o ativo vai a zero e a diferenca e reconhecida no resultado do periodo.
- B)divulgado com saldo invertido, evidenciando-se o fenômeno ocorrido.
Errada: nao existe saldo invertido para evidenciar impairment, porque ativo nao pode ficar com valor negativo.
- C)mantido com os valores registrados até que a perda estimada se confirme.
Errada: a perda por recuperabilidade nao pode ser ignorada ou postergada quando ja foi estimada.
- D)excluído das contas patrimoniais e evidenciado em notas explicativas.
Errada: o ativo nao e simplesmente excluido das contas patrimoniais; antes, deve-se reconhecer a perda e ajustar seu valor contabil.
Gabarito: A
Quando um ativo nao gerador de caixa sofre perda por reducao ao valor recuperavel, a ideia central e simples: ele nao pode continuar no balanco acima do valor que ainda e recuperavel. Se a perda estimada for maior do que o valor contabil do ativo, nao faz sentido manter saldo positivo artificial. O tratamento e levar o valor contabil a zero, reconhecendo a diferenca no resultado do periodo como perda por desvalorizacao. Em termos praticos, o ativo "zera" no balanco e a despesa aparece na DRE. Esse raciocinio esta alinhado com a logica das normas de recuperabilidade aplicadas ao setor publico e aos ativos nao geradores de caixa: o valor contabil nunca deve superar o montante recuperavel. Se a perda apurada excede o proprio saldo do ativo, o excesso nao cria valor negativo no patrimonio. Contabilmente, o ativo fica limitado a zero. Por isso, a alternativa A esta correta: reduz-se o ativo a zero e a perda correspondente vai para o resultado do periodo. As demais opcoes tentam manter um valor contabil impossivel, inverter saldo patrimonial ou simplesmente tirar o ativo de circulacao sem o devido reconhecimento da perda, o que contraria a logica do impairment. Em prova, pense assim: se o ativo ja nao recupera nem o que estava registrado, o balanco nao pode "dever" ativo. O ajuste tem limite no proprio valor contabil, e o excedente impacta o resultado.