Acerca da depreciação de um ativo de infraestrutura é correto afirmar que cada componente de um item com custo significativo em relação ao custo total do item
- A)não deve ser depreciado.
Errada, porque componentes significativos de um ativo não ficam fora da depreciação apenas por serem parte do item.
- B)deve ser depreciado conjuntamente.
- C)deve ser incluído no valor residual.
- D)deve ser depreciado separadamente.
Gabarito: D
Na depreciação, a ideia central é simples: o ativo não vira uma “peça única mágica” se ele for formado por partes com vida útil diferente. Quando um item tem componentes relevantes em relação ao custo total, cada componente deve ser tratado de forma própria, porque pode ter desgaste, vida útil e padrão de consumo de benefícios diferentes. Isso é exatamente o que costuma aparecer em bens de infraestrutura, como pontes, estradas, redes e instalações. Exemplo clássico: a estrutura principal pode durar muito mais que o pavimento, o sistema elétrico ou a camada de acabamento. Se tudo fosse depreciado junto, você distorceria a despesa e o valor contábil do ativo. A base dessa lógica está no CPC 27 e, no setor público, também na NBC TSP 07, que adotam a abordagem por componentes: partes significativas de um item devem ser depreciadas separadamente quando tiverem custo relevante e vida útil distinta. O objetivo é refletir melhor o consumo dos benefícios econômicos ou do potencial de सेवा do bem. Por isso o gabarito é a letra D. A banca quer que você perceba que, sendo um componente com custo significativo em relação ao total, ele não pode ficar “misturado” no bolo; ele entra na depreciação de forma individualizada.