De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 03(R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), as movimentações que envolvem, exclusivamente, itens classificados como caixa ou equivalentes de caixa devem ser
- A)apresentadas como parte de suas atividades operacionais.
Errada, porque atividades operacionais envolvem transações que afetam o caixa, e transferências internas entre caixa e equivalentes não geram fluxo operacional.
- B)apresentadas como parte de suas atividades de financiamento.
Errada, pois financiamento se relaciona a captação de recursos e amortização de dívidas, não a simples troca entre itens de caixa.
- C)apresentadas como parte de suas atividades de investimento.
Errada, porque investimento trata de aquisição e venda de ativos de longo prazo e aplicações relevantes, não de movimentação interna de caixa.
- D)apresentadas em base líquida ao final da DFC.
Errada, já que a DFC não deve registrar em base líquida movimentos puramente internos como fluxo apresentado ao final; esses eventos são excluídos.
- E)excluídas dos fluxos de caixa apresentados na DFC.
Certa, porque transferências exclusivamente entre caixa e equivalentes de caixa não alteram a posição financeira líquida e, por isso, devem ser excluídas da DFC.
Gabarito: E
O CPC 03(R2) trata a DFC como um mapa dos movimentos que entram e saem de caixa e equivalentes de caixa. A ideia central é simples: a demonstração quer mostrar como a empresa gerou e consumiu dinheiro ao longo do período, sem misturar movimentações que só trocam de bolso dentro do mesmo grupo. Por isso, quando a operação envolve exclusivamente caixa e equivalentes de caixa, não existe efeito real sobre a posição de liquidez da entidade. É como tirar dinheiro da conta corrente e aplicar em um CDB de liquidez imediata, ou fazer o caminho inverso: o saldo total de caixa e equivalentes continua praticamente o mesmo, então isso não vira fluxo na DFC. O próprio CPC 03(R2), alinhado ao IAS 7, determina que movimentações entre itens classificados como caixa e equivalentes de caixa devem ser excluídas da DFC. Essas transferências internas não representam geração nem consumo de caixa, apenas reorganização da disponibilidade financeira. Então, o gabarito é a letra E: se a movimentação ocorre exclusivamente entre caixa e equivalentes de caixa, ela fica fora da DFC. A lógica é evitar inflar artificialmente os fluxos com entradas e saídas que, no fundo, são só mudança de posição interna.